Comentario sobre a postagem da Vani.. nao sei porque nao posso escrever mais comentarios... nao reconhece mais minha conta de email...
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Vani, só vc sabe o que quer, mesmo que ainda nao tenha descoberto.... tome as coisas com calma e decida o que achar melhor e vá em frente!
No curso que fiz com o Antonio na escola dos meus filhos disseram uma coisa que é bem certa : "para dar, vc precisa ter" isso em relaçao à familia. Se vc nao tem um tempo pra recuperar sua energía nao terá para dar à sua familia, nao terá paciência, delicadeza.... é preciso "tomar um descansinho" uma vez por semana, um tempinho só prá vc... para mais ninguém! e nao vale ficar em casa sozinha e ficar passando roupa ou arrumando os armarios!!
Amiga, com esse amor imenso que vc tem dentro, vai fazer a coisa certa, pode ter certeza!!!!
Aliás... das minhas melhores idas ao cinema é quando vou sozinha!!! ;)
Marie.
domingo, 16 de outubro de 2011
sábado, 15 de outubro de 2011
Viagem pra dentro de mim.
Nesse último final de semana estava combinado, eu iria passar alguns dias absolutamente sozinha em um SPA. A idéia não era perder peso, mas relaxar, fazer umas massagens meditar, descansar...
Na verdade eu queria mesmo um tempo para mim, férias conjugais, férias de filhos, férias das pessoas. Precisava de um isolamento social, queria me voltar para dentro de mim, pensar um pouco na vida.
Acabou que na última hora acabei desistindo, pensei nas crianças, achei que eu estava sendo egoísta e vim para a Ilhabela passar a semana inteira de recesso escolar.
Então percebi que realmente quem está de saco cheio está sou eu, e talvez o mundo inteiro, afinal de contas estamos literalmente na semana do saco cheio.
Meninas, como é difícil conviver, mesmo com as pessoas que a gente mais ama.
E conhecer os segredos mais íntimos de cada um? Aceitar é uma prova de amor mesmo. O Frejat já dizia: "E eu vou tratá-la bem, para que ela não tenha medo, quando começar a conhecer os meus segredos.”
Imagina casa de praia, junta pai, mãe, irmã, cunhados, sobrinhos, filhos, cachorros... É um baita exercício de convivência. Normalmente adoro tudo isso, principalmente crianças brincando , é a imagem mais pura da vida.
Mas quando a gente está de saco cheio só percebe os gritos das crianças, a TV alta, as brigas cotidianas dos pais, o tempo feio.
Advinha o que aconteceu, acabei decretando o meu isolamento no meio de toda essa gente. Fiquei tanto tempo no meu quarto, mergulhada nos meus livros que me tornei uma criatura anti-social, uma mãe não participativa e uma filha ausente.
Minha irmã me deu um toque e tentei melhorar, depois a Roberta ficou doente e me requisitou, então fiquei aliviada por estar perto dela.
Mas acabei me arrependendo amargamente de não ter tirado um tempo pra mim, que era o que eu realmente precisava... Seria só um final de semana mesmo, e depois eu passaria o resto da semana com toda essa gente que eu adoro.
Ainda vou fazer isto, mas vou querer mais tempo, uma semana inteira, e quero poder fazer isto pelo menos uma vez por ano. Pode ser num SPA no interior ou numa metrópole no exterior, não importa, desde que eu possa me virar sozinha, ou com vocês como andamos planejando.
Quando fui para Chicago com o Fábio, peguei o avião em Washington e fui encontrá-lo para um final de semana romântico. Logo que cheguei resolvi tomar um trem ao invés do taxi, pois queria me virar sozinha explorar a cidade de outra forma. Conheci um casal de italianos e fomos conversando até minha estação, quando a gente viaja se permite conversar com estranhos sem o menor problema, o que é muito bom.
Nos divertimos tanto juntos, foi incrível... Mas na segunda de manhã ele saiu cedo e eu estava lá, do outro lado do mundo, sozinha. Tomei um café , corri para o lado que eu escolhi, parei em pontos que eu quis rever e voltei para o hotel. Tomei um banho gostoso e peguei um taxi para o aeroporto.
Pode parecer bobagem, mas foi uma das únicas vezes na vida que eu pude decidir o que eu queria fazer, sem me preocupar com ninguém. Mesmo que por isso eu perdesse o vôo de volta.
Me senti independente, mesmo usando o cartão de crédito do meu marido.
Como li numa crônica da Martha Medeiros – “Independência nada mais é do que ter poder de escolha. Conceder-se a liberdade de ir e vir, atendendo suas necessidades e vontades próprias, mas sem dispensar a magia de viver um grande amor. Independência não é sinônimo de solidão. É sinônimo de honestidade: estou onde quero, com quem quero, porque quero.”
Gostaria de voltar mais uma vez a Chicago, absolutamente sozinha, para ter essa sensação novamente. E de ir para novos destinos só com Fábio e também com as crianças.
Naquele último happy hour o tema da terapia de grupo foi independência. A Ana , Dani e eu discutimos o que nos incomodava em relação a isso.
Chega a ser patético, mas aos 37 anos não atingi minha independência, mesmo tendo duas filhas dependendo de mim e de cuidar da minha família.
Sai de casa quando ainda era dependente do meu pai, casei e passei a ser dependente do meu marido, me formei, abri uma empresa que não me trouxe retorno financeiro, enquanto o padrão de vida da minha família crescia exponencialmente por conta do sucesso profissional do Fábio. (Graças a Deus!).
Sempre teve alguém cuidando de mim. Não vou ser hipócrita, é muito bom poder usufruir de todo esse conforto, mas sinto certa frustração por não ter conseguido minha independência financeira e ter participado ativamente do crescimento da nossa família.
Vejo a vida da Ana com admiração, porque ela saiu de casa cedo, foi morar sozinha, comprou seu próprio carro e escolheu conscientemente uma profissão que também não dá retorno financeiro , mas teve uma vida independente, ainda que cercada por limitações.
Ela mesma perguntou: E você acha isso bom? Disse que está cansada de tudo isso. E também apontou o padrão de vida alto que sempre levei e que escolhi. Hum, confesso, gosto muito de tudo isso!
Caímos na risada. Reclamo de barriga cheia.
Mas entendam, não é uma reclamação, não estou insatisfeita, é só uma pequena frustração. Ainda consciente de que é muito melhor do que ser a provedora da família e viver na pindaíba. Vocês estão entendendo?
Essa crise acabou rolando porque estou repensando meu negócio e me deu uma baita dúvida do que vou fazer depois nessa altura da vida. Tardio para alguém de 37 anos, propício para quem está com 17 e não sabe o que vai prestar no vestibular.
O Fábio me perguntou, e aí, o que você vai querer fazer? E eu disse que primeiro estou pensando em encerrar um ciclo pra depois pensar em outro.
Dois motivos para esta resposta:
1-Não quero que a incerteza do futuro me atrapalhe na certeza do presente.
2-Não faço a menor idéia.
Mas quando esse ciclo encerrar, ai quem sabe será a hora certa para essa viagem pra dentro de mim.
Precisamos de mais um happy hour. A gente gasta com as biritas e economiza a terapia!
Na verdade eu queria mesmo um tempo para mim, férias conjugais, férias de filhos, férias das pessoas. Precisava de um isolamento social, queria me voltar para dentro de mim, pensar um pouco na vida.
Acabou que na última hora acabei desistindo, pensei nas crianças, achei que eu estava sendo egoísta e vim para a Ilhabela passar a semana inteira de recesso escolar.
Então percebi que realmente quem está de saco cheio está sou eu, e talvez o mundo inteiro, afinal de contas estamos literalmente na semana do saco cheio.
Meninas, como é difícil conviver, mesmo com as pessoas que a gente mais ama.
E conhecer os segredos mais íntimos de cada um? Aceitar é uma prova de amor mesmo. O Frejat já dizia: "E eu vou tratá-la bem, para que ela não tenha medo, quando começar a conhecer os meus segredos.”
Imagina casa de praia, junta pai, mãe, irmã, cunhados, sobrinhos, filhos, cachorros... É um baita exercício de convivência. Normalmente adoro tudo isso, principalmente crianças brincando , é a imagem mais pura da vida.
Mas quando a gente está de saco cheio só percebe os gritos das crianças, a TV alta, as brigas cotidianas dos pais, o tempo feio.
Advinha o que aconteceu, acabei decretando o meu isolamento no meio de toda essa gente. Fiquei tanto tempo no meu quarto, mergulhada nos meus livros que me tornei uma criatura anti-social, uma mãe não participativa e uma filha ausente.
Minha irmã me deu um toque e tentei melhorar, depois a Roberta ficou doente e me requisitou, então fiquei aliviada por estar perto dela.
Mas acabei me arrependendo amargamente de não ter tirado um tempo pra mim, que era o que eu realmente precisava... Seria só um final de semana mesmo, e depois eu passaria o resto da semana com toda essa gente que eu adoro.
Ainda vou fazer isto, mas vou querer mais tempo, uma semana inteira, e quero poder fazer isto pelo menos uma vez por ano. Pode ser num SPA no interior ou numa metrópole no exterior, não importa, desde que eu possa me virar sozinha, ou com vocês como andamos planejando.
Quando fui para Chicago com o Fábio, peguei o avião em Washington e fui encontrá-lo para um final de semana romântico. Logo que cheguei resolvi tomar um trem ao invés do taxi, pois queria me virar sozinha explorar a cidade de outra forma. Conheci um casal de italianos e fomos conversando até minha estação, quando a gente viaja se permite conversar com estranhos sem o menor problema, o que é muito bom.
Nos divertimos tanto juntos, foi incrível... Mas na segunda de manhã ele saiu cedo e eu estava lá, do outro lado do mundo, sozinha. Tomei um café , corri para o lado que eu escolhi, parei em pontos que eu quis rever e voltei para o hotel. Tomei um banho gostoso e peguei um taxi para o aeroporto.
Pode parecer bobagem, mas foi uma das únicas vezes na vida que eu pude decidir o que eu queria fazer, sem me preocupar com ninguém. Mesmo que por isso eu perdesse o vôo de volta.
Me senti independente, mesmo usando o cartão de crédito do meu marido.
Como li numa crônica da Martha Medeiros – “Independência nada mais é do que ter poder de escolha. Conceder-se a liberdade de ir e vir, atendendo suas necessidades e vontades próprias, mas sem dispensar a magia de viver um grande amor. Independência não é sinônimo de solidão. É sinônimo de honestidade: estou onde quero, com quem quero, porque quero.”
Gostaria de voltar mais uma vez a Chicago, absolutamente sozinha, para ter essa sensação novamente. E de ir para novos destinos só com Fábio e também com as crianças.
Naquele último happy hour o tema da terapia de grupo foi independência. A Ana , Dani e eu discutimos o que nos incomodava em relação a isso.
Chega a ser patético, mas aos 37 anos não atingi minha independência, mesmo tendo duas filhas dependendo de mim e de cuidar da minha família.
Sai de casa quando ainda era dependente do meu pai, casei e passei a ser dependente do meu marido, me formei, abri uma empresa que não me trouxe retorno financeiro, enquanto o padrão de vida da minha família crescia exponencialmente por conta do sucesso profissional do Fábio. (Graças a Deus!).
Sempre teve alguém cuidando de mim. Não vou ser hipócrita, é muito bom poder usufruir de todo esse conforto, mas sinto certa frustração por não ter conseguido minha independência financeira e ter participado ativamente do crescimento da nossa família.
Vejo a vida da Ana com admiração, porque ela saiu de casa cedo, foi morar sozinha, comprou seu próprio carro e escolheu conscientemente uma profissão que também não dá retorno financeiro , mas teve uma vida independente, ainda que cercada por limitações.
Ela mesma perguntou: E você acha isso bom? Disse que está cansada de tudo isso. E também apontou o padrão de vida alto que sempre levei e que escolhi. Hum, confesso, gosto muito de tudo isso!
Caímos na risada. Reclamo de barriga cheia.
Mas entendam, não é uma reclamação, não estou insatisfeita, é só uma pequena frustração. Ainda consciente de que é muito melhor do que ser a provedora da família e viver na pindaíba. Vocês estão entendendo?
Essa crise acabou rolando porque estou repensando meu negócio e me deu uma baita dúvida do que vou fazer depois nessa altura da vida. Tardio para alguém de 37 anos, propício para quem está com 17 e não sabe o que vai prestar no vestibular.
O Fábio me perguntou, e aí, o que você vai querer fazer? E eu disse que primeiro estou pensando em encerrar um ciclo pra depois pensar em outro.
Dois motivos para esta resposta:
1-Não quero que a incerteza do futuro me atrapalhe na certeza do presente.
2-Não faço a menor idéia.
Mas quando esse ciclo encerrar, ai quem sabe será a hora certa para essa viagem pra dentro de mim.
Precisamos de mais um happy hour. A gente gasta com as biritas e economiza a terapia!
sábado, 17 de setembro de 2011
Posso ser água ou vinho
Às vezes sou água, outras vezes sou vinho.
E quando sou água, é para matar a sede num gole só.
Mas quando sou vinho, é para degustar lentamente... Sentir o aroma, o sabor, as notas, o espirito.
Se sou um vinho novo ou envelhecido, se a uva é de uma colheita tardia ou apenas madura, como o tempo que espero para ser tomada. Às vezes preciso ser cultivada, preparada, amadurecida... Outras vezes tenho urgência.
E quanto ao perfume, posso ter diferentes aromas, frutados ou florais.
Posso ter diferente corpo...
Leve e suave, como um branco riesling.
Densa e seca, como um sauvignon blanc.
Encorpada e complexa como um borgonha ou chadornnay.
Firme e graciosa como um espumante ou champagne francês.
Encorpada e forte, como um bordeaux.
Leve e jovem como um pinot noir.
Suntuosa, opulenta e doce como um moscatel.
Fortificada, licorosa, doce e com alta graduação alcoólica, como um porto.
Deliciosamente rosada e divertida como um champanhe Veuve Clicquot Ponsardin. Meu preferido!
Posso ter diferentes sabores, doces, secos, cítricos, frutados, ácidos, depende do dia.
Mas, necessariamente, preciso que ele saiba apreciar cada um desses sabores, que possa reconhecê-los para degustar na temperatura ideal e harmonizar corretamente com sua pele, com o seu espirito, com seu sabor.
Precisa valorizar todas essas nuances para saborear o que existe de melhor em mim.
E quando sou água, é para matar a sede num gole só.
Mas quando sou vinho, é para degustar lentamente... Sentir o aroma, o sabor, as notas, o espirito.
Se sou um vinho novo ou envelhecido, se a uva é de uma colheita tardia ou apenas madura, como o tempo que espero para ser tomada. Às vezes preciso ser cultivada, preparada, amadurecida... Outras vezes tenho urgência.
E quanto ao perfume, posso ter diferentes aromas, frutados ou florais.
Posso ter diferente corpo...
Leve e suave, como um branco riesling.
Densa e seca, como um sauvignon blanc.
Encorpada e complexa como um borgonha ou chadornnay.
Firme e graciosa como um espumante ou champagne francês.
Encorpada e forte, como um bordeaux.
Leve e jovem como um pinot noir.
Suntuosa, opulenta e doce como um moscatel.
Fortificada, licorosa, doce e com alta graduação alcoólica, como um porto.
Deliciosamente rosada e divertida como um champanhe Veuve Clicquot Ponsardin. Meu preferido!
Posso ter diferentes sabores, doces, secos, cítricos, frutados, ácidos, depende do dia.
Mas, necessariamente, preciso que ele saiba apreciar cada um desses sabores, que possa reconhecê-los para degustar na temperatura ideal e harmonizar corretamente com sua pele, com o seu espirito, com seu sabor.
Precisa valorizar todas essas nuances para saborear o que existe de melhor em mim.
Tim Tim!
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Saudades do que ainda não vivi.

Ontem à noite fiquei na cama da Isa e assistimos pela milionésima vez Mama Mia. Estava tão emotiva que o filme despertou uma sensação de saudades dos meus 20 anos, saudade até de coisas que nem vivi. Uma dose cavalar de nostalgia.
Me vi no meio do caminho entre a Sophie e a Dona...
Me lembrando das aventuras dos 20 anos como se fosse ontem, porque me sinto tão jovem que me esqueço dos meus 37. Desejei tanto estar na Grécia, sonho que tenho desde os 15 anos quando a Cris foi morar lá e trocávamos uma centena de cartas por mês.
E de repente me sentia perto da Dona, na cena em que ela arruma a Sophie para o casamento e penteia os cabelos dela. Escapando-lhe pelos dedos... Chorei escondida imaginando o dia em que estarei na mesma situação.
A Isa ter completado 12 anos mexeu comigo profundamente, porque ela ainda é uma criança que está começando a se transformar numa mocinha. Nesta sexta feira apareceu o primeiro sinal de que a menarca está perto, não sei explicar o quanto me emociona...
Não só pelo fato de ser a minha filha, mas porque me revi nela com a mesma idade e foi com exatamente 12 anos que fiquei mocinha e conheci o pai dela.
Daí percebi que daqui pra frente tudo que ela fizer pode definir o seu futuro, mesmo sendo tão criança. Das amizades que ficarão para sempre, como as nossas, ou quem sabe até a escolha do futuro marido.
Me relembrei então das escolhas que fiz, das coisas que vivi e não vivi. Sem qualquer arrependimento, mas com uma saudade profunda...
Mal consegui dormir, o sono leve, sonhos estranhos, dor nos ombros, virando e revirando na cama.
Queria ter escrito isso ontem porque tinha uma carga emocional para liberar e eu precisava por para fora, normalmente escrever me ajuda, mas como a Isa me queria perto na noite do seu aniversário, deixei que as lágrimas cumprissem esse papel.
Hoje divido com vocês! Afinal de contas, não tem como sentir tanta nostalgia sem lembrar de todas nós.
Daí percebi que daqui pra frente tudo que ela fizer pode definir o seu futuro, mesmo sendo tão criança. Das amizades que ficarão para sempre, como as nossas, ou quem sabe até a escolha do futuro marido.
Me relembrei então das escolhas que fiz, das coisas que vivi e não vivi. Sem qualquer arrependimento, mas com uma saudade profunda...
Mal consegui dormir, o sono leve, sonhos estranhos, dor nos ombros, virando e revirando na cama.
Queria ter escrito isso ontem porque tinha uma carga emocional para liberar e eu precisava por para fora, normalmente escrever me ajuda, mas como a Isa me queria perto na noite do seu aniversário, deixei que as lágrimas cumprissem esse papel.
Hoje divido com vocês! Afinal de contas, não tem como sentir tanta nostalgia sem lembrar de todas nós.
domingo, 15 de maio de 2011
Viajando na Viagem
Nasci de um jeito que não consigo deixar as coisas acontecerem ao seu modo. Preciso controlar tudo! Assunto que já foi tema de várias sessões de análise.
Adoro viajar. Desta forma, planejar uma viagem para mim é quase um momento “workaholic”.
Escolher a época, fazer o roteiro, saber se os lugares estarão abertos ou fechados, decidir os hotéis, saber que distância ficam dos lugares e quais os meios de transporte para isso, etc.
Desta vez o destino seria a Itália. Até um curso bááásico de italiano fiz para saborear a viagem da melhor forma possível.
Como não fazemos esse tipo de viagem “todo fim de semana”, o lado bom da programação é que não se perde tempo, mas o lado ruim é que fica tudo muito compartimentado, e quando alguma coisa sai fora do esperado (e sempre tem alguma coisa que sai!!) tem-se que aprender a sobreviver ao caos. Concluo que é muito melhor que sessão de análise!
Já tinha ido para a maioria dos lugares desse roteiro italiano, na minha primeira viagem a Europa. Mas sabia que precisava voltar com mais tranqüilidade e apresentar as delicias da Itália ao Fernando, já que era a sua primeira vez por lá.
A programação era fazer tudo de trem, pois esse tipo de transporte por lá é uma comodidade, além do que, estava nos planos tomar muito vinho, o que dificultaria qualquer momento na direção de um veículo!
Começamos por Roma. Queria tirar a impressão estranha que tive da cidade na primeira vez que estive por lá. Roma é de fato muito cansativa, e ainda bem que começamos por ela, mas quando a gente se lembra da história, é emocionante estar ali. Um museu a céu aberto.
Me apaixonei pelo bairro de Trastevere. É mais ou menos a nossa vila Madalena. Uma delícia para almoçar, jantar ou simplesmente tomar uns golinhos de qualquer coisa, observando o movimento!!
Depois de quatro dias por Roma, fomos a Firenze. Me surpreendi com a vontade de ficar um longo tempo por lá. Conhecemos um brasileiro, dono de uma loja de bolsas que apelidamos de modelos: Doce e Cabana, Praga, Armando, Biquim, Luis Vitão... Mas ok, ele mora lá há onze anos e nos indicou um restaurante muito bom mesmo. Aliás, esse é um item importante de estar na Itália. Embarquei nesse lance de primo piato, secondo, contono, dolci,... Uma loucura! Agora estou pagando o preço tentando entrar nas calças.
A idéia de ficar também quatro dias em Firenze era para fazer uns “bate e volta” para a cidadezinhas de Siena, San Geminiano, Lucca, Pisa, etc... Fomos também até a praia (lóóógico). Mas não gostamos não. O balneário chamava-se Viareggio. Único ponto desnecessário da viagem.
Depois de Firenze, a programação era ir até Bolonha, pois queria conhecer a cidade que meus avós viveram que era bem próxima de lá. Chama-se San Felice Sul Panaro. Tinha feito um rápido contato com o pessoal de lá por intermédio de uma prima da minha mãe. Mas não imaginava a recepção que teria. Por coincidência chegamos lá no feriado da Páscoa. Quando fiz o check in no hotel, o sujeito da recepção disse que já haviam ligado me procurando!! Tinha decorado uma ou outra fala em Italiano. Liguei então para o pessoal. Combinei da gente se encontrar na porta do hotel. Vieram nos buscar, no horário combinado, nos levaram a San Felice, participamos do “almoço de família” que me fez lembrar o tempo na casa da minha avó e também quando meu avô estava vivo. Foi uma viagem no tempo. Não me perguntem como eu entendia e respondia em Italiano, pois só havia feito um curso básico em 10 lições!! No final do dia nos deixaram de volta no hotel. Ainda deu tempo de conhecer Bolonha.
Bom, depois de Bolonha zarpamos para Veneza. Desejava voltar a essa cidade desde a primeira vez que estive por lá, em agosto de 2000. Demorou um pouquinho, mas tive a certeza: poderia voltar mais umas mil vezes. Veneza é única e por isso, apaixonante.
Depois de Veneza, pegamos o trem até Milão. Duas horas e meia depois já estávamos na estação central. Aproveitamos para conhecer a cidade, e os Dolce e Gabbana, Prada, Armani, Hermes e Louis Vuitton de verdade. Preços proibitivos, obviamente. Mas olhar as vitrines, ainda não paga. No dia seguinte fomos até o Lago de Como. Não é um lago qualquer. É um puuuta lago. Pegamos um barco rápido, ficamos o dia todo lá e só fomos até a metade dele.
Depois de 2 semanas, voltamos ao Brasil. Com o corpo cansado mas a cabeça vazia. Muito bom. Não tirava 15 dias de férias há muito tempo.
Mas fiquei com uma vontade e queria partilhar o sonho com vocês: Em um restaurante, em Roma, vi 4 espanholas, pouca coisa mais novas que a gente. Estavam na maior empolgação, provavelmente viajando juntas. Fiquei com uma pontinha de inveja e achei que seria o máximo se conseguíssemos fazer essa experiência também. Pode demorar um pouco, até que os filhos estejam um pouquinho mais independentes, mas ainda assim gostaria. Quem topa?
Legenda das fotos da viagem:
1. Vista do Castelo de Sant´Angelo, em Roma.
2. Piazza de Spagna, toda florida desta vez, mas a muvuca toooda atrás. Gente! Em todo lugar turístico estava um Playcenter!
3. Carnaval na Sapucai, digo, Fontana de Trevi.
4. Foto sem título. Desnessário.
5. Santa Maria del Fiore, em Firenze. Achava que estava preparada para subir os 85m de altura do campanário. Não estava. Mas a vista compensa!
6. Vista lá de cima.
7. Vista lá de baixo.
8. Siena
9. Lucca. Que amei!
10. Foto sem título. Desnecessário.
11. Igreja de Santo Stefano, em Bolonha, ao fundo e um Spritz na frente. (Drink italiano, da moda, feito com Aperol ou Campari, espumante ou prosecco.) Nossa caipirinha ainda é melhor!!
12. Pagando um estilinho em Veneza. Lóóógico.
13. Veneza no anoitecer
14. Lago de Como.
Adoro viajar. Desta forma, planejar uma viagem para mim é quase um momento “workaholic”.
Escolher a época, fazer o roteiro, saber se os lugares estarão abertos ou fechados, decidir os hotéis, saber que distância ficam dos lugares e quais os meios de transporte para isso, etc.
Desta vez o destino seria a Itália. Até um curso bááásico de italiano fiz para saborear a viagem da melhor forma possível.
Como não fazemos esse tipo de viagem “todo fim de semana”, o lado bom da programação é que não se perde tempo, mas o lado ruim é que fica tudo muito compartimentado, e quando alguma coisa sai fora do esperado (e sempre tem alguma coisa que sai!!) tem-se que aprender a sobreviver ao caos. Concluo que é muito melhor que sessão de análise!
Já tinha ido para a maioria dos lugares desse roteiro italiano, na minha primeira viagem a Europa. Mas sabia que precisava voltar com mais tranqüilidade e apresentar as delicias da Itália ao Fernando, já que era a sua primeira vez por lá.
A programação era fazer tudo de trem, pois esse tipo de transporte por lá é uma comodidade, além do que, estava nos planos tomar muito vinho, o que dificultaria qualquer momento na direção de um veículo!
Começamos por Roma. Queria tirar a impressão estranha que tive da cidade na primeira vez que estive por lá. Roma é de fato muito cansativa, e ainda bem que começamos por ela, mas quando a gente se lembra da história, é emocionante estar ali. Um museu a céu aberto.
Me apaixonei pelo bairro de Trastevere. É mais ou menos a nossa vila Madalena. Uma delícia para almoçar, jantar ou simplesmente tomar uns golinhos de qualquer coisa, observando o movimento!!
Depois de quatro dias por Roma, fomos a Firenze. Me surpreendi com a vontade de ficar um longo tempo por lá. Conhecemos um brasileiro, dono de uma loja de bolsas que apelidamos de modelos: Doce e Cabana, Praga, Armando, Biquim, Luis Vitão... Mas ok, ele mora lá há onze anos e nos indicou um restaurante muito bom mesmo. Aliás, esse é um item importante de estar na Itália. Embarquei nesse lance de primo piato, secondo, contono, dolci,... Uma loucura! Agora estou pagando o preço tentando entrar nas calças.
A idéia de ficar também quatro dias em Firenze era para fazer uns “bate e volta” para a cidadezinhas de Siena, San Geminiano, Lucca, Pisa, etc... Fomos também até a praia (lóóógico). Mas não gostamos não. O balneário chamava-se Viareggio. Único ponto desnecessário da viagem.
Depois de Firenze, a programação era ir até Bolonha, pois queria conhecer a cidade que meus avós viveram que era bem próxima de lá. Chama-se San Felice Sul Panaro. Tinha feito um rápido contato com o pessoal de lá por intermédio de uma prima da minha mãe. Mas não imaginava a recepção que teria. Por coincidência chegamos lá no feriado da Páscoa. Quando fiz o check in no hotel, o sujeito da recepção disse que já haviam ligado me procurando!! Tinha decorado uma ou outra fala em Italiano. Liguei então para o pessoal. Combinei da gente se encontrar na porta do hotel. Vieram nos buscar, no horário combinado, nos levaram a San Felice, participamos do “almoço de família” que me fez lembrar o tempo na casa da minha avó e também quando meu avô estava vivo. Foi uma viagem no tempo. Não me perguntem como eu entendia e respondia em Italiano, pois só havia feito um curso básico em 10 lições!! No final do dia nos deixaram de volta no hotel. Ainda deu tempo de conhecer Bolonha.
Bom, depois de Bolonha zarpamos para Veneza. Desejava voltar a essa cidade desde a primeira vez que estive por lá, em agosto de 2000. Demorou um pouquinho, mas tive a certeza: poderia voltar mais umas mil vezes. Veneza é única e por isso, apaixonante.
Depois de Veneza, pegamos o trem até Milão. Duas horas e meia depois já estávamos na estação central. Aproveitamos para conhecer a cidade, e os Dolce e Gabbana, Prada, Armani, Hermes e Louis Vuitton de verdade. Preços proibitivos, obviamente. Mas olhar as vitrines, ainda não paga. No dia seguinte fomos até o Lago de Como. Não é um lago qualquer. É um puuuta lago. Pegamos um barco rápido, ficamos o dia todo lá e só fomos até a metade dele.
Depois de 2 semanas, voltamos ao Brasil. Com o corpo cansado mas a cabeça vazia. Muito bom. Não tirava 15 dias de férias há muito tempo.
Mas fiquei com uma vontade e queria partilhar o sonho com vocês: Em um restaurante, em Roma, vi 4 espanholas, pouca coisa mais novas que a gente. Estavam na maior empolgação, provavelmente viajando juntas. Fiquei com uma pontinha de inveja e achei que seria o máximo se conseguíssemos fazer essa experiência também. Pode demorar um pouco, até que os filhos estejam um pouquinho mais independentes, mas ainda assim gostaria. Quem topa?
Legenda das fotos da viagem:
1. Vista do Castelo de Sant´Angelo, em Roma.
2. Piazza de Spagna, toda florida desta vez, mas a muvuca toooda atrás. Gente! Em todo lugar turístico estava um Playcenter!
3. Carnaval na Sapucai, digo, Fontana de Trevi.
4. Foto sem título. Desnessário.
5. Santa Maria del Fiore, em Firenze. Achava que estava preparada para subir os 85m de altura do campanário. Não estava. Mas a vista compensa!
6. Vista lá de cima.
7. Vista lá de baixo.
8. Siena
9. Lucca. Que amei!
10. Foto sem título. Desnecessário.
11. Igreja de Santo Stefano, em Bolonha, ao fundo e um Spritz na frente. (Drink italiano, da moda, feito com Aperol ou Campari, espumante ou prosecco.) Nossa caipirinha ainda é melhor!!
12. Pagando um estilinho em Veneza. Lóóógico.
13. Veneza no anoitecer
14. Lago de Como.
sábado, 7 de maio de 2011

Uma criança, pronta para nascer, perguntou a Deus:
- Dizem-me que estarei sendo enviado à Terra amanhã... como vou?
E Deus disse:
- Entre muitos anjos eu escolhi um especial para você.
A criança comentou:
- Aqui no céu eu não faço nada a não ser cantar e sorrir, o que é suficiente para que eu seja feliz. Serei feliz lá?
Deus responde:
- Seu anjo cantará e sorrirá para você. A cada dia, a cada instante, você sentirá o amor de seu anjo e será feliz.
- O que farei quando quiser te falar?
- Seu anjo juntará as mãos e lhe ensinará a rezar.
- Eu ouvi que na Terra há homens maus. Quem me protegerá?
- Seu anjo lhe defenderá mesmo que arrisque sua prórpia vida.
- Mas eu serei triste porque eu não te verei mais.
- Seu anjo sempre falará de mim, lhe ensinará a maneira de vir a mim, e eu estarei sempre dentro de você.
Nesse momento havia muita paz no céu, mas as vozes da Terra já podiam ser ouvidas. A criança, apressada, pediu suavemente:
- Oh, Deus! Se eu estiver a ponto de ir agora, diga-me por favor o nome do meu anjo.
E Deus respondeu:
- Você chamará seu anjo de "Mãe".
FELIZ DIA DAS MÃES!
quinta-feira, 21 de abril de 2011
sexta-feira, 25 de março de 2011
Oração de Rudolf Steiner para fazer pelas manhãs
A luz do sol,
passada a noite,
vai clareando o dia.
A alma acorda
com força nova
do sono que dormia.
Você, minha alma,
dê graças pela luz,
pois dentro dela
o poder de Deus reluz.
Você, minha alma,
no dia a ressurgir,
seja capaz de agir.
passada a noite,
vai clareando o dia.
A alma acorda
com força nova
do sono que dormia.
Você, minha alma,
dê graças pela luz,
pois dentro dela
o poder de Deus reluz.
Você, minha alma,
no dia a ressurgir,
seja capaz de agir.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Ai, minhas amigas...
Sim, 2010 passou e ficou marcado na minha vida pra sempre, por bons e maus motivos. Foi o ano em que perdi minha mãe e sou a primeira da turma a viver isso. A Ci e a Cris já perderam o pai. Quando o fato ocorreu na vida da Ci graças a Deus eu pude estar ao lado dela, dando abraços apertados já que nada mais é possível de ser feito quando a gente perde alguém querido. Senti muito que a Cris não tivesse partilhado a perda de seu pai com as melhores amigas do mundo, pois estaríamos todas lá para confortá-la.
Daqui a alguns meses já vai fazer 1 ano que minha mãe virou estrela, nem posso acreditar. Isso traz um monte de emoções e sentimentos confusos. Não ter mais mãe significa perder a amiga mais confidente, não ter aquele colinho nos momentos de aflição, não ter mais quem faça aquela canjinha que só ela sabia preparar com tanto amor. Ao mesmo tempo não ter mais mãe nos faz crescer de maneira abrupta. É um amadurecimento a fórceps. Agora a mãe sou eu! Agora não tem mais ninguém pra vir me dizer que não posso comer sobremesa antes da janta. E talvez ela tenha realizado sua missão por aqui, agora é a minha vez.
Descobri uma religiosidade que ainda não conhecia em mim. Consegui controlar melhor minha ansiedade. De que adianta me desesperar, querer engolir o mundo, parar o tempo? Ela já não está mais aqui. Então aprendi a viver um dia de cada vez.
Um mês antes de minha mãe falecer fechei minha loja, que era o maior sonho da vida dela. E sabia que ali ela já estava morrendo um pouco. Tive que fazer tudo praticamente sozinha, afinal de contas minha mãe já passava a maior parte do tempo em sucessivas internações. Minha família estava desgastada e realmente ninguém podia me ajudar naquele momento. Pra piorar, funcionários me abandonaram da noite pro dia, tive que responder um processo trabalhista, fiz a mudança de tudo o que estava dentro da loja pro jardim da minha casa numa madrugada de chuva com funcionários "emprestados" da empresa do meu pai que não tinham experiência com mudanças.
Quando lembro dessa época meu estômago se revira, parece um pesadelo que vivi, revejo aquele caos, minha vida de cabeça pra baixo.
Então os dias foram passando, as coisas foram se ajeitando. Consegui vender alguns móveis, doei muita coisa, fiz liquidações, reformas. Mantive meu ponto de venda no Mercadinho Chic e consegui acertar o mix de produtos, a grade de produção, encontrei meu público alvo. Alguns meses depois de fechar a loja consigo faturar em 4 dias de feira o que eu faturava o mês inteiro na loja. Tenho apenas uma funcionária e não pago mais aluguel. É suficiente? Não, mas já está muito muito muito melhor do que era.
A morte da minha mãe fez renascer em mim uma vontade de fazer as coisas, um prazer em viver ao máximo cada dia. De curtir minha filha, de vender minhas roupas, de fazer o que acredito. Sei que ela está mexendo "seus pauzinhos" do lado de lá. Tínhamos esse acordo apesar de nunca termos falado sobre isso. Ela aparece nos meus sonhos, diz que vem me ajudar. Eu não tenho dúvidas.
No começo desse ano comecei a perceber que a maior parte das pessoas que me cercam, parentes e amigos, estão passando por crise profissional. Talvez seja nossa faixa etária, a lua, o mundo, não sei. Mas eu queria poder plantar uma sementinha no coração de todas essas pessoas que tanto amo. Pra que elas não deixem de acreditar nenhum minuto de que crise é mudança, transformação. E, como já dizia minha mãe, no fim tudo acaba bem, se não está bem é porque ainda não chegou ao fim.
Daqui a alguns meses já vai fazer 1 ano que minha mãe virou estrela, nem posso acreditar. Isso traz um monte de emoções e sentimentos confusos. Não ter mais mãe significa perder a amiga mais confidente, não ter aquele colinho nos momentos de aflição, não ter mais quem faça aquela canjinha que só ela sabia preparar com tanto amor. Ao mesmo tempo não ter mais mãe nos faz crescer de maneira abrupta. É um amadurecimento a fórceps. Agora a mãe sou eu! Agora não tem mais ninguém pra vir me dizer que não posso comer sobremesa antes da janta. E talvez ela tenha realizado sua missão por aqui, agora é a minha vez.
Descobri uma religiosidade que ainda não conhecia em mim. Consegui controlar melhor minha ansiedade. De que adianta me desesperar, querer engolir o mundo, parar o tempo? Ela já não está mais aqui. Então aprendi a viver um dia de cada vez.
Um mês antes de minha mãe falecer fechei minha loja, que era o maior sonho da vida dela. E sabia que ali ela já estava morrendo um pouco. Tive que fazer tudo praticamente sozinha, afinal de contas minha mãe já passava a maior parte do tempo em sucessivas internações. Minha família estava desgastada e realmente ninguém podia me ajudar naquele momento. Pra piorar, funcionários me abandonaram da noite pro dia, tive que responder um processo trabalhista, fiz a mudança de tudo o que estava dentro da loja pro jardim da minha casa numa madrugada de chuva com funcionários "emprestados" da empresa do meu pai que não tinham experiência com mudanças.
Quando lembro dessa época meu estômago se revira, parece um pesadelo que vivi, revejo aquele caos, minha vida de cabeça pra baixo.
Então os dias foram passando, as coisas foram se ajeitando. Consegui vender alguns móveis, doei muita coisa, fiz liquidações, reformas. Mantive meu ponto de venda no Mercadinho Chic e consegui acertar o mix de produtos, a grade de produção, encontrei meu público alvo. Alguns meses depois de fechar a loja consigo faturar em 4 dias de feira o que eu faturava o mês inteiro na loja. Tenho apenas uma funcionária e não pago mais aluguel. É suficiente? Não, mas já está muito muito muito melhor do que era.
A morte da minha mãe fez renascer em mim uma vontade de fazer as coisas, um prazer em viver ao máximo cada dia. De curtir minha filha, de vender minhas roupas, de fazer o que acredito. Sei que ela está mexendo "seus pauzinhos" do lado de lá. Tínhamos esse acordo apesar de nunca termos falado sobre isso. Ela aparece nos meus sonhos, diz que vem me ajudar. Eu não tenho dúvidas.
No começo desse ano comecei a perceber que a maior parte das pessoas que me cercam, parentes e amigos, estão passando por crise profissional. Talvez seja nossa faixa etária, a lua, o mundo, não sei. Mas eu queria poder plantar uma sementinha no coração de todas essas pessoas que tanto amo. Pra que elas não deixem de acreditar nenhum minuto de que crise é mudança, transformação. E, como já dizia minha mãe, no fim tudo acaba bem, se não está bem é porque ainda não chegou ao fim.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Amigas
sábado, 15 de janeiro de 2011
Transformações
Li a publicação da Marie e da Vani e deu vontade de escrever.
2010.
Já passou!
Enfim, não sei exatamente o que passa com detalhes na cabeça de cada uma de vocês, mas sei que estamos passando por transformações de fases de vida. Ano passado também andei muito angustiada com situações de trabalho que eu não consigo resolver. E quando não decidimos, a vida decide por nós. Se não tomamos as rédeas do nosso destino, parece que não vivemos de verdade. E ao mesmo tempo como é difícil ser responsável pelas mudanças que queremos. E se não der certo? E se eu me arrepender?
Penso que pela primeira vez sei o que não quero mais para mim. Passei a virada do ano fazendo uma faxina geral. Comecei pela minha casa. Foi de roupas a panelas. Tudo o que não servia mais foi embora. Quero dar lugar para o novo entrar.
Mês que vem chegarei aos 37 anos. Me olho no espelho e não vejo isso. Acho tão estranho.
Mas ao mesmo tempo percebo que estou mais honesta comigo mesma. Não dá pra mentir mais.
Vani, não sei quais são os seus problemas, mas não dá pra fugir a vida inteira. E se você não correr atrás da solução por você mesma, alguém vai dar a solução que talvez não seja a melhor pra você.
Marie, todos os anos temos boas e más lembranças. Eu estava considerando esse ano de 2010 muito ruim pois não havia tido um acontecimento que marcasse de forma especial. Parecia que tinha passado em branco. Em um momento de desespero rezei muito. E, sem brincadeira, dias depois eu recebi a notícia que havia conseguido pagar o financiamento do meu apartamento, um ano e meio antes do previsto.
Então, em dezembro considerei o ano de 2010 especial, pois havia conseguido realizar um sonho!
Amigas queridas, como fico feliz de estarmos juntas até hoje. Todos os dias olho para as pessoas com quem convivo e não consigo achar uma sintonia. Amo vocês!
E, mês que vem, vamos às caipirinhas então!!
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Barulinho do mar
A Giovanna bem que disse que as minhas férias estão virando motivo de chacota, saio de uma viagem e entro em outra, ela tem razão.
É que eu não sei se estou de férias ou se estou em fuga.
Normalmente nas férias escolares fico bastante tempo com as crianças, mas desta vez "piquei a mula"dia 19 de Dezembro e só volto dia 25 de Janeiro. Estou corando de vergonha.
Tenho um problema profissional sério para resolver, um abacaxi dos grandes e não faço a menor ideia do que fazer.
Me preocupo, às vezes não durmo, mexo uma palhinha ou outra e... fujo.
Me acovardei.
Então coloco um tênis no pé, corro, corro, corro como se pedisse socorro, socorro, socorro, e de alguma forma me sinto mais leve. Penso muito durante a corrida e sinto que vou deixando um monte de coisas para trás.
Alguém assistiu um filme com o Mel Gibson que ele escuta o pensamento das mulheres? Acho que chama "Do que as mulheres gostam"- Ele precisa fazer uma campanha para a Nike e corre ao lado de uma mulher escutando os pensamentos dela furtivamente. Não esqueço dessa cena porque me identifiquei com ela, acho que é uma sensação comum a todos que correm.
Ainda bem que ninguém escuta o que eu penso! Mas alguns problemas ficam para trás...
E depois daquela semana deliciosa na Bahia viciei em entrar no mar em seguida, à noite, e lavar a alma.
Hoje fiz isso, foi magnífico!!!
Corri 40 minutinhos, ainda faltava subir o morro, mas o céu estava vermelho e o mar estava tão lindo que precisei parar para olhar. Me desesperei porque não tinha como fotografar aquela paisagem, não saberia descrever para vocês as milhões de nuances de amarelo e vermelho, o continente cheio de luzinhas, o contorno das montanhas e até mesmo as nuvens desenhando o céu.
Tirei o tênis e fui para a praia, um homem estava sentado de costas para aquele espetáculo, não me contive e exclamei:
-Você está de costas para esse presente?!
Corri e pulei na água, eram exatamente 20:00 horas. Nadei em direção ao por do sol, bem longe da margem, depois boiei de braços abertos e me deixei levar.
Naquela imensidão, na companhia apenas de várias tartarugas que colocavam a cabecinha para fora para respirar, relaxei... E com os ouvidos submersos só escutava os estralinhos da água, tectectectectec, sentia como se o som estivesse dentro da minha cabeça, ajudando a aquietar meus pensamentos, fazendo com que a tormenta do meu coração se desmanchasse na calmaria daquela água, até que não restasse mais nada mesmo dentro dela além desse confortante barulhinho.
Desejei sair do mar tão leve como enquanto boiava complacente e serena, pedi inspiração, pedi coragem, pedi motivação, pedi até mesmo fé.
Foram só 15 minutos, escureceu mas não enxergava ainda as estrelas no céu. Calcei meu tênis e subi o morro leve como uma borboleta.
A solução para os meus problemas, não, ainda não tenho, mas amanhã será outro dia.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011






Ontem estive pensando se realmente eu odiei o ano 2010... pensava que sim, por todas as coisas difíceis e tristes que aconteceram ao meu redor, aos meus amigos queridos... mas logo tive uma linda sensaçao, nao podia odiar esse ano que passou pois a pesar de todos os momentos tristes renovei amizades distantes, e cumpri um dos meus maiores sonhos: conhecer meus sobrinhos e que familia e amigos conhecessem meus filhos.
Fomos pro Chile, tivemos muitas reunioes divertidas, brincamos, rolamos na grama, na piscina, passeamos e o mais importante: abraços, dei MUITOS abraços! que delicia é um bom abraço!
Um dia sonhei em ver meus filhos brincando com seus primos... e foi realidade.
Um dia sonhei que meus filhos brincariam com filhos dos meus amigos... e também foi realidade.
Um dia sonhei em abraçar as melhores amigas do mundo.... foi realidade, pois estar com a Giovanna foi lembrar e sentir o carinho que tenho por todas as melhores amigas do mundo! Que delicia!
Nao posso odiar o 2010 e sim ver todas essas coisas boas que tive.
Venha 2011! Aqui estarei, de braços abertos à todas as coisas lindas, boas e divertidas que vao acontecer.. também darei abraços nas coisas ruins e tristes, assim as esmagarei bem forte para que desapareçam!
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