quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Coragem

Sempre tive vontade de fazer um rafting, então aproveitamos o convite que recebemos no mês passado e fomos pela primeira vez com a família toda para Juquitiba. Descemos o rio com vários amigos em vários barcos e foi muito curioso como cada um reagia de uma forma diferente ao medo.
O meu maior medo era em relação a Roberta, que poderia cair do bote e eu não poderia pular no rio para pegá-la por ordens dos instrutores, que disseram que teriam dois resgates para fazer ao invés de um.
Como sou cabeça fresca, relaxei e aproveitei pra caramba. A Roberta teve seus momentos de medo, mas enfrentou bravamente remando como todos nós.
Mas bom mesmo seria se toda coragem do mundo se resumisse a um rafting. Podemos ter coragem para descer um rio, escalar uma montanha, pular de uma corda amarrado na base de uma cachoeira e mesmo assim ter medo de tantas outras coisas.
Outro dia teve uma enquete na Clínica de Empreendedores que perguntava qual era o nosso maior medo.
Várias pessoas responderam coisas diferentes, mas o meu maior medo é de falhar como mãe, de errar na educação das minhas filhas ou tomar uma atitude que cause algum trauma ou desvio na personalidade delas. E como empreendedora, o meu maior medo é de falir.
Outro dia li um texto muito interessante que dizia que quando tomamos uma atitude corajosa, a principal área do cérebro que é ativada é o córtex pré-frontal, região ligada ao intelecto e ao planejamento de açoes, e não a amígdala, uma estrutura cerebral relacionada com o impulso emocional, agressividade e o temor.
Então definindo melhor a coragem, podemos dizer que é uma estratégia mental para superar o medo, resultado do raciocínio e capacidade de julgamento das variáveis disponíveis. Um ato corajoso envolve capacidade de analise, equilíbrio e responsabilidade.
Deve ser por isso que temos coragem para algumas coisas impulsivas, que precisam de presença de espírito, e para outras temos medo, porque falta a capacidade de analise e planejamento, como mudar de vida, de carreira, de emprego e seguir a vocação verdadeira, de se separar ou de correr atrás do grande amor da sua vida.
Para alguns mais ousados, o que importa é experimentar o novo e o desconhecido, controlando bem a insegurança, porque sentir o gosto das experiências é mais forte que o medo, e o maior medo é de se arrepender de não ter experimentado.
Gosto de viver assim, de me atirar na vida e sentir prazer de viver intensamente, como descer um rio com um remo na mão, ao lado de quem se ama, sem saber muito bem o que vem pela frente, mas com a certeza de que a emoção será garantida.
E vocês, tem medo do quê?

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