Hoje meu pai disse que tinha comprado uma T.V. para colocar no quarto da Roberta como presente de aniversário de 6 anos, pois ela tinha pedido para ele.
Eu o fiz cancelar, fiquei constrangida, afinal era o presente dele. Contudo, acho que e muito cedo para ela ter uma televisão no quarto e que esse tipo de coisa segrega a família e restringe a convivência familiar, principalente entre as irmãs.
Então acabei fazendo uma reflexão sobre como temos tratado as crianças, e os valores que estamos plantando nessa geração de meninos mimados de pais ausentes, a começar por mim.
É uma pena a gente precisar pensar tanto em como presentear as crianças, pois elas realmente têm tudo e não conseguem dar valor e nem usar aquilo que ganham.
Infelizmente o Natal para elas só tem o significado vazio de muitas caixas cheias sob a árvore enfeitada, e mal ou bem a culpa é nossa, pois antes mesmo de desejarem algo a gente cumpre.
Quando nossos pais eram garotos precisavam esperar por muito tempo por um presente e quando recebiam era a grande realização, então cuidavam daquilo como a vida e brincavam continuamente por mais de um ano.
Na nossa geração isso já não existe mais, e na das nossas filhas muito menos.
O que importa é o imediatismo e o consumismo. Quero agora e quanto mais melhor.
Em casa temos um nintendo DS para cada filha, um Nintendo Wii, Guitar Hero, gavetas lotadas de DVS, caixas e mais caixas de jogos, bonecas... Elas não dão conta de tudo isso, e nós damos para compensar a nossa ausência e porque achamos que a nossa função de pais é suprir todas as necessidades e desejos dos filhos.
Difícil mesmo é resgatar os valores reais do Natal, da família e dos momentos.
Neste último dia das crianças eu não comprei nenhum brinquedo para elas pois não tinha a menor idéia do que dar e nem tempo para comprar, então propus que o nosso presente fosse um momento juntas, um cinema e um almoço numa lanchonete gostosa com hamburguer, fritas e milk-shake. Elas toparam na hora.
E nos dias de hoje este momento realmente é um presente, porque raramente temos tempo para um programa simples em família.
Ou estamos trabalhando, ou queremos usar pouco tempo livre que nos resta para nós mesmos. Então vou fazer a minha ginástica ou saio para jantar só com o meu marido.
Ok, às vezes levamos as crianças também.
Ultimamente tenho me sentido demasiadamente egoísta por causa disso e tenho percebido que o tempo está passando rápido demais.
A reunião da escola da Roberta foi que me dei conta do quanto deixei de acompanhar as suas atividades escolares, suas histórias sobre os coleguinhas e professores, quantos banhos deixei de dar, quantas vezes eu não estava quando ela almoçava e jantava e eu poderia ter ensinado que verdura é uma delícia.
Ela cresceu, já vai fazer 6 anos, terminou a pré escola e no ano que vem começa o ensino fundamental.
E a Isabella vai fazer 11 anos! Fiquei chocada!!!
Ok. Não vamos exagerar, elas são bem pequenas ainda e tenho muito tempo para vê-las crescer, mas o tempo que passou não volta mais... E a Rô nunca mais terá 4 e a Isa 8.
as quando me proponho a mudar, estar mais presente, almoçar com elas, dar o banho, levar para a escola, brincar, perco a paciência em tão pouco tempo que não realizo nada, e o sentimento de culpa vem com mais força e me consome. Então dou aquela bronca, grito, me descontrolo e se forma um nó bem no meio do meu peito, uma angústia que só se desfaz quando minutos depois elas se voltam para mim com sem qualquer ressentimento e me beijam com aquele carinho puro e despretensioso que só as crianças possuem e dizem que me amam.
Eu gostaria de mudar, de estar mais perto, de chegar em casa com disposição física e mental para jogar um joguinho, de fazer uma roda de leitura, curtir uma noite sem televisão e contar uma história, de levá-las o cinema, ao teatro ou ao museu pelo menos uma vez por mês, de fazer natação junto com elas assiduamente, de levá-las a escola, andar á pé ou de bicicleta no condomínio e visitar os avós em Ilhabela com mais frequencia.
Sei que não vou conseguir tudo de uma vez, mas essas são as minhas proposições de ano novo e acho que se der cero vamos criar duas meninas regadas de amor, auto-estima, independência, cultura, alegria e cultivar os verdadeiros valores de família.
Eu o fiz cancelar, fiquei constrangida, afinal era o presente dele. Contudo, acho que e muito cedo para ela ter uma televisão no quarto e que esse tipo de coisa segrega a família e restringe a convivência familiar, principalente entre as irmãs.
Então acabei fazendo uma reflexão sobre como temos tratado as crianças, e os valores que estamos plantando nessa geração de meninos mimados de pais ausentes, a começar por mim.
É uma pena a gente precisar pensar tanto em como presentear as crianças, pois elas realmente têm tudo e não conseguem dar valor e nem usar aquilo que ganham.
Infelizmente o Natal para elas só tem o significado vazio de muitas caixas cheias sob a árvore enfeitada, e mal ou bem a culpa é nossa, pois antes mesmo de desejarem algo a gente cumpre.
Quando nossos pais eram garotos precisavam esperar por muito tempo por um presente e quando recebiam era a grande realização, então cuidavam daquilo como a vida e brincavam continuamente por mais de um ano.
Na nossa geração isso já não existe mais, e na das nossas filhas muito menos.
O que importa é o imediatismo e o consumismo. Quero agora e quanto mais melhor.
Em casa temos um nintendo DS para cada filha, um Nintendo Wii, Guitar Hero, gavetas lotadas de DVS, caixas e mais caixas de jogos, bonecas... Elas não dão conta de tudo isso, e nós damos para compensar a nossa ausência e porque achamos que a nossa função de pais é suprir todas as necessidades e desejos dos filhos.
Difícil mesmo é resgatar os valores reais do Natal, da família e dos momentos.
Neste último dia das crianças eu não comprei nenhum brinquedo para elas pois não tinha a menor idéia do que dar e nem tempo para comprar, então propus que o nosso presente fosse um momento juntas, um cinema e um almoço numa lanchonete gostosa com hamburguer, fritas e milk-shake. Elas toparam na hora.
E nos dias de hoje este momento realmente é um presente, porque raramente temos tempo para um programa simples em família.
Ou estamos trabalhando, ou queremos usar pouco tempo livre que nos resta para nós mesmos. Então vou fazer a minha ginástica ou saio para jantar só com o meu marido.
Ok, às vezes levamos as crianças também.
Ultimamente tenho me sentido demasiadamente egoísta por causa disso e tenho percebido que o tempo está passando rápido demais.
A reunião da escola da Roberta foi que me dei conta do quanto deixei de acompanhar as suas atividades escolares, suas histórias sobre os coleguinhas e professores, quantos banhos deixei de dar, quantas vezes eu não estava quando ela almoçava e jantava e eu poderia ter ensinado que verdura é uma delícia.
Ela cresceu, já vai fazer 6 anos, terminou a pré escola e no ano que vem começa o ensino fundamental.
E a Isabella vai fazer 11 anos! Fiquei chocada!!!
Ok. Não vamos exagerar, elas são bem pequenas ainda e tenho muito tempo para vê-las crescer, mas o tempo que passou não volta mais... E a Rô nunca mais terá 4 e a Isa 8.
as quando me proponho a mudar, estar mais presente, almoçar com elas, dar o banho, levar para a escola, brincar, perco a paciência em tão pouco tempo que não realizo nada, e o sentimento de culpa vem com mais força e me consome. Então dou aquela bronca, grito, me descontrolo e se forma um nó bem no meio do meu peito, uma angústia que só se desfaz quando minutos depois elas se voltam para mim com sem qualquer ressentimento e me beijam com aquele carinho puro e despretensioso que só as crianças possuem e dizem que me amam.
Eu gostaria de mudar, de estar mais perto, de chegar em casa com disposição física e mental para jogar um joguinho, de fazer uma roda de leitura, curtir uma noite sem televisão e contar uma história, de levá-las o cinema, ao teatro ou ao museu pelo menos uma vez por mês, de fazer natação junto com elas assiduamente, de levá-las a escola, andar á pé ou de bicicleta no condomínio e visitar os avós em Ilhabela com mais frequencia.
Sei que não vou conseguir tudo de uma vez, mas essas são as minhas proposições de ano novo e acho que se der cero vamos criar duas meninas regadas de amor, auto-estima, independência, cultura, alegria e cultivar os verdadeiros valores de família.






