domingo, 13 de maio de 2012

A arte de ser leve - Leila Ferreira


Meninas,



Acabei de ler um livro muito bacana que chama "A Arte de Ser Leve" de Leila Ferreira, editora Globo, recomendo a todas.

A Leila é jornalista, colunista da revista Marie Claire, e escreveu este livro a partir de depoimentos de várias pessoas sobre como viver a vida de uma forma menos complicada.

Falou sobre gentileza, bom humor, desacelerção e felicidade.

Me chamou a atenção sobretudo porque vivemos buscando a felicidade e complicamos tanto para encontrá-la.

Conclui que ser leve é melhor do que ser feliz porque a felicidade é consequencia.

O livro está cheio de orelinhas que fiz para marcar os trechos que quero reler, são tantas que não consigo nem selecionar um para contar a vocês.

Beijos,

Vanessa

domingo, 4 de março de 2012

Toda forma de amor

Oi amigas,

Estou com muita, muita saudades de vocês.
Março chegou, e ao invés das águas, vamos às pingas.
Precisamos de um happy hour urgente!
Sinto falta de vocês até aqui no blog, nem no mundo virtual a gente se fala mais... Cada uma com seus "probremas" né?

Estava assistindo agora um filme que chama Toda forma de amor, meio parado, mas eu gostei.

É, toda forma de amor vale a pena mesmo.

Era só par manifestar a minha saudade e meu amor por vocês.

Beijos,
Vani

domingo, 16 de outubro de 2011

Comentario sobre a postagem da Vani.. nao sei porque nao posso escrever mais comentarios... nao reconhece mais minha conta de email...
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Vani, só vc sabe o que quer, mesmo que ainda nao tenha descoberto.... tome as coisas com calma e decida o que achar melhor e vá em frente!
No curso que fiz com o Antonio na escola dos meus filhos disseram uma coisa que é bem certa : "para dar, vc precisa ter" isso em relaçao à familia. Se vc nao tem um tempo pra recuperar sua energía nao terá para dar à sua familia, nao terá paciência, delicadeza.... é preciso "tomar um descansinho" uma vez por semana, um tempinho só prá vc... para mais ninguém! e nao vale ficar em casa sozinha e ficar passando roupa ou arrumando os armarios!!
Amiga, com esse amor imenso que vc tem dentro, vai fazer a coisa certa, pode ter certeza!!!!

Aliás... das minhas melhores idas ao cinema é quando vou sozinha!!! ;)
Marie.

sábado, 15 de outubro de 2011

Viagem pra dentro de mim.





Nesse último final de semana estava combinado, eu iria passar alguns dias absolutamente sozinha em um SPA. A idéia não era perder peso, mas relaxar, fazer umas massagens meditar, descansar...
Na verdade eu queria mesmo um tempo para mim, férias conjugais, férias de filhos, férias das pessoas. Precisava de um isolamento social, queria me voltar para dentro de mim, pensar um pouco na vida.
Acabou que na última hora acabei desistindo, pensei nas crianças, achei que eu estava sendo egoísta e vim para a Ilhabela passar a semana inteira de recesso escolar.
Então percebi que realmente quem está de saco cheio está sou eu, e talvez o mundo inteiro, afinal de contas estamos literalmente na semana do saco cheio.
Meninas, como é difícil conviver, mesmo com as pessoas que a gente mais ama.
E conhecer os segredos mais íntimos de cada um? Aceitar é uma prova de amor mesmo. O Frejat já dizia: "E eu vou tratá-la bem, para que ela não tenha medo, quando começar a conhecer os meus segredos.”
Imagina casa de praia, junta pai, mãe, irmã, cunhados, sobrinhos, filhos, cachorros... É um baita exercício de convivência. Normalmente adoro tudo isso, principalmente crianças brincando , é a imagem mais pura da vida.
Mas quando a gente está de saco cheio só percebe os gritos das crianças, a TV alta, as brigas cotidianas dos pais, o tempo feio.
Advinha o que aconteceu, acabei decretando o meu isolamento no meio de toda essa gente. Fiquei tanto tempo no meu quarto, mergulhada nos meus livros que me tornei uma criatura anti-social, uma mãe não participativa e uma filha ausente.
Minha irmã me deu um toque e tentei melhorar, depois a Roberta ficou doente e me requisitou, então fiquei aliviada por estar perto dela.
Mas acabei me arrependendo amargamente de não ter tirado um tempo pra mim, que era o que eu realmente precisava... Seria só um final de semana mesmo, e depois eu passaria o resto da semana com toda essa gente que eu adoro.
Ainda vou fazer isto, mas vou querer mais tempo, uma semana inteira, e quero poder fazer isto pelo menos uma vez por ano. Pode ser num SPA no interior ou numa metrópole no exterior, não importa, desde que eu possa me virar sozinha, ou com vocês como andamos planejando.
Quando fui para Chicago com o Fábio, peguei o avião em Washington e fui encontrá-lo para um final de semana romântico. Logo que cheguei resolvi tomar um trem ao invés do taxi, pois queria me virar sozinha explorar a cidade de outra forma. Conheci um casal de italianos e fomos conversando até minha estação, quando a gente viaja se permite conversar com estranhos sem o menor problema, o que é muito bom.
Nos divertimos tanto juntos, foi incrível... Mas na segunda de manhã ele saiu cedo e eu estava lá, do outro lado do mundo, sozinha. Tomei um café , corri para o lado que eu escolhi, parei em pontos que eu quis rever e voltei para o hotel. Tomei um banho gostoso e peguei um taxi para o aeroporto.
Pode parecer bobagem, mas foi uma das únicas vezes na vida que eu pude decidir o que eu queria fazer, sem me preocupar com ninguém. Mesmo que por isso eu perdesse o vôo de volta.
Me senti independente, mesmo usando o cartão de crédito do meu marido.
Como li numa crônica da Martha Medeiros – “Independência nada mais é do que ter poder de escolha. Conceder-se a liberdade de ir e vir, atendendo suas necessidades e vontades próprias, mas sem dispensar a magia de viver um grande amor. Independência não é sinônimo de solidão. É sinônimo de honestidade: estou onde quero, com quem quero, porque quero.”
Gostaria de voltar mais uma vez a Chicago, absolutamente sozinha, para ter essa sensação novamente. E de ir para novos destinos só com Fábio e também com as crianças.
Naquele último happy hour o tema da terapia de grupo foi independência. A Ana , Dani e eu discutimos o que nos incomodava em relação a isso.
Chega a ser patético, mas aos 37 anos não atingi minha independência, mesmo tendo duas filhas dependendo de mim e de cuidar da minha família.
Sai de casa quando ainda era dependente do meu pai, casei e passei a ser dependente do meu marido, me formei, abri uma empresa que não me trouxe retorno financeiro, enquanto o padrão de vida da minha família crescia exponencialmente por conta do sucesso profissional do Fábio. (Graças a Deus!).
Sempre teve alguém cuidando de mim. Não vou ser hipócrita, é muito bom poder usufruir de todo esse conforto, mas sinto certa frustração por não ter conseguido minha independência financeira e ter participado ativamente do crescimento da nossa família.
Vejo a vida da Ana com admiração, porque ela saiu de casa cedo, foi morar sozinha, comprou seu próprio carro e escolheu conscientemente uma profissão que também não dá retorno financeiro , mas teve uma vida independente, ainda que cercada por limitações.
Ela mesma perguntou: E você acha isso bom? Disse que está cansada de tudo isso. E também apontou o padrão de vida alto que sempre levei e que escolhi. Hum, confesso, gosto muito de tudo isso!
Caímos na risada. Reclamo de barriga cheia.
Mas entendam, não é uma reclamação, não estou insatisfeita, é só uma pequena frustração. Ainda consciente de que é muito melhor do que ser a provedora da família e viver na pindaíba. Vocês estão entendendo?
Essa crise acabou rolando porque estou repensando meu negócio e me deu uma baita dúvida do que vou fazer depois nessa altura da vida. Tardio para alguém de 37 anos, propício para quem está com 17 e não sabe o que vai prestar no vestibular.
O Fábio me perguntou, e aí, o que você vai querer fazer? E eu disse que primeiro estou pensando em encerrar um ciclo pra depois pensar em outro.
Dois motivos para esta resposta:
1-Não quero que a incerteza do futuro me atrapalhe na certeza do presente.
2-Não faço a menor idéia.
Mas quando esse ciclo encerrar, ai quem sabe será a hora certa para essa viagem pra dentro de mim.

Precisamos de mais um happy hour. A gente gasta com as biritas e economiza a terapia!













sábado, 17 de setembro de 2011

Posso ser água ou vinho



Às vezes sou água, outras vezes sou vinho.
E quando sou água, é para matar a sede num gole só.
Mas quando sou vinho, é para degustar lentamente... Sentir o aroma, o sabor, as notas, o espirito.
Se sou um vinho novo ou envelhecido, se a uva é de uma colheita tardia ou apenas madura, como o tempo que espero para ser tomada. Às vezes preciso ser cultivada, preparada, amadurecida... Outras vezes tenho urgência.
E quanto ao perfume, posso ter diferentes aromas, frutados ou florais.
Posso ter diferente corpo...
Leve e suave, como um branco riesling.
Densa e seca, como um sauvignon blanc.
Encorpada e complexa como um borgonha ou chadornnay.
Firme e graciosa como um espumante ou champagne francês.
Encorpada e forte, como um bordeaux.
Leve e jovem como um pinot noir.
Suntuosa, opulenta e doce como um moscatel.
Fortificada, licorosa, doce e com alta graduação alcoólica, como um porto.
Deliciosamente rosada e divertida como um champanhe Veuve Clicquot Ponsardin. Meu preferido!
Posso ter diferentes sabores, doces, secos, cítricos, frutados, ácidos, depende do dia.
Mas, necessariamente, preciso que ele saiba apreciar cada um desses sabores, que possa reconhecê-los para degustar na temperatura ideal e harmonizar corretamente com sua pele, com o seu espirito, com seu sabor.
Precisa valorizar todas essas nuances para saborear o que existe de melhor em mim.

Tim Tim!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Saudades do que ainda não vivi.


Ontem à noite fiquei na cama da Isa e assistimos pela milionésima vez Mama Mia. Estava tão emotiva que o filme despertou uma sensação de saudades dos meus 20 anos, saudade até de coisas que nem vivi. Uma dose cavalar de nostalgia.

Me vi no meio do caminho entre a Sophie e a Dona...

Me lembrando das aventuras dos 20 anos como se fosse ontem, porque me sinto tão jovem que me esqueço dos meus 37. Desejei tanto estar na Grécia, sonho que tenho desde os 15 anos quando a Cris foi morar lá e trocávamos uma centena de cartas por mês.

E de repente me sentia perto da Dona, na cena em que ela arruma a Sophie para o casamento e penteia os cabelos dela. Escapando-lhe pelos dedos... Chorei escondida imaginando o dia em que estarei na mesma situação.

A Isa ter completado 12 anos mexeu comigo profundamente, porque ela ainda é uma criança que está começando a se transformar numa mocinha. Nesta sexta feira apareceu o primeiro sinal de que a menarca está perto, não sei explicar o quanto me emociona...


Não só pelo fato de ser a minha filha, mas porque me revi nela com a mesma idade e foi com exatamente 12 anos que fiquei mocinha e conheci o pai dela.

Daí percebi que daqui pra frente tudo que ela fizer pode definir o seu futuro, mesmo sendo tão criança. Das amizades que ficarão para sempre, como as nossas, ou quem sabe até a escolha do futuro marido.

Me relembrei então das escolhas que fiz, das coisas que vivi e não vivi. Sem qualquer arrependimento, mas com uma saudade profunda...

Mal consegui dormir, o sono leve, sonhos estranhos, dor nos ombros, virando e revirando na cama.

Queria ter escrito isso ontem porque tinha uma carga emocional para liberar e eu precisava por para fora, normalmente escrever me ajuda, mas como a Isa me queria perto na noite do seu aniversário, deixei que as lágrimas cumprissem esse papel.

Hoje divido com vocês! Afinal de contas, não tem como sentir tanta nostalgia sem lembrar de todas nós.

domingo, 15 de maio de 2011

Viajando na Viagem




























Nasci de um jeito que não consigo deixar as coisas acontecerem ao seu modo. Preciso controlar tudo! Assunto que já foi tema de várias sessões de análise.
Adoro viajar. Desta forma, planejar uma viagem para mim é quase um momento “workaholic”.
Escolher a época, fazer o roteiro, saber se os lugares estarão abertos ou fechados, decidir os hotéis, saber que distância ficam dos lugares e quais os meios de transporte para isso, etc.
Desta vez o destino seria a Itália. Até um curso bááásico de italiano fiz para saborear a viagem da melhor forma possível.
Como não fazemos esse tipo de viagem “todo fim de semana”, o lado bom da programação é que não se perde tempo, mas o lado ruim é que fica tudo muito compartimentado, e quando alguma coisa sai fora do esperado (e sempre tem alguma coisa que sai!!) tem-se que aprender a sobreviver ao caos. Concluo que é muito melhor que sessão de análise!
Já tinha ido para a maioria dos lugares desse roteiro italiano, na minha primeira viagem a Europa. Mas sabia que precisava voltar com mais tranqüilidade e apresentar as delicias da Itália ao Fernando, já que era a sua primeira vez por lá.
A programação era fazer tudo de trem, pois esse tipo de transporte por lá é uma comodidade, além do que, estava nos planos tomar muito vinho, o que dificultaria qualquer momento na direção de um veículo!
Começamos por Roma. Queria tirar a impressão estranha que tive da cidade na primeira vez que estive por lá. Roma é de fato muito cansativa, e ainda bem que começamos por ela, mas quando a gente se lembra da história, é emocionante estar ali. Um museu a céu aberto.
Me apaixonei pelo bairro de Trastevere. É mais ou menos a nossa vila Madalena. Uma delícia para almoçar, jantar ou simplesmente tomar uns golinhos de qualquer coisa, observando o movimento!!
Depois de quatro dias por Roma, fomos a Firenze. Me surpreendi com a vontade de ficar um longo tempo por lá. Conhecemos um brasileiro, dono de uma loja de bolsas que apelidamos de modelos: Doce e Cabana, Praga, Armando, Biquim, Luis Vitão... Mas ok, ele mora lá há onze anos e nos indicou um restaurante muito bom mesmo. Aliás, esse é um item importante de estar na Itália. Embarquei nesse lance de primo piato, secondo, contono, dolci,... Uma loucura! Agora estou pagando o preço tentando entrar nas calças.
A idéia de ficar também quatro dias em Firenze era para fazer uns “bate e volta” para a cidadezinhas de Siena, San Geminiano, Lucca, Pisa, etc... Fomos também até a praia (lóóógico). Mas não gostamos não. O balneário chamava-se Viareggio. Único ponto desnecessário da viagem.
Depois de Firenze, a programação era ir até Bolonha, pois queria conhecer a cidade que meus avós viveram que era bem próxima de lá. Chama-se San Felice Sul Panaro. Tinha feito um rápido contato com o pessoal de lá por intermédio de uma prima da minha mãe. Mas não imaginava a recepção que teria. Por coincidência chegamos lá no feriado da Páscoa. Quando fiz o check in no hotel, o sujeito da recepção disse que já haviam ligado me procurando!! Tinha decorado uma ou outra fala em Italiano. Liguei então para o pessoal. Combinei da gente se encontrar na porta do hotel. Vieram nos buscar, no horário combinado, nos levaram a San Felice, participamos do “almoço de família” que me fez lembrar o tempo na casa da minha avó e também quando meu avô estava vivo. Foi uma viagem no tempo. Não me perguntem como eu entendia e respondia em Italiano, pois só havia feito um curso básico em 10 lições!! No final do dia nos deixaram de volta no hotel. Ainda deu tempo de conhecer Bolonha.
Bom, depois de Bolonha zarpamos para Veneza. Desejava voltar a essa cidade desde a primeira vez que estive por lá, em agosto de 2000. Demorou um pouquinho, mas tive a certeza: poderia voltar mais umas mil vezes. Veneza é única e por isso, apaixonante.
Depois de Veneza, pegamos o trem até Milão. Duas horas e meia depois já estávamos na estação central. Aproveitamos para conhecer a cidade, e os Dolce e Gabbana, Prada, Armani, Hermes e Louis Vuitton de verdade. Preços proibitivos, obviamente. Mas olhar as vitrines, ainda não paga. No dia seguinte fomos até o Lago de Como. Não é um lago qualquer. É um puuuta lago. Pegamos um barco rápido, ficamos o dia todo lá e só fomos até a metade dele.
Depois de 2 semanas, voltamos ao Brasil. Com o corpo cansado mas a cabeça vazia. Muito bom. Não tirava 15 dias de férias há muito tempo.
Mas fiquei com uma vontade e queria partilhar o sonho com vocês: Em um restaurante, em Roma, vi 4 espanholas, pouca coisa mais novas que a gente. Estavam na maior empolgação, provavelmente viajando juntas. Fiquei com uma pontinha de inveja e achei que seria o máximo se conseguíssemos fazer essa experiência também. Pode demorar um pouco, até que os filhos estejam um pouquinho mais independentes, mas ainda assim gostaria. Quem topa?

Legenda das fotos da viagem:

1. Vista do Castelo de Sant´Angelo, em Roma.
2. Piazza de Spagna, toda florida desta vez, mas a muvuca toooda atrás. Gente! Em todo lugar turístico estava um Playcenter!
3. Carnaval na Sapucai, digo, Fontana de Trevi.
4. Foto sem título. Desnessário.
5. Santa Maria del Fiore, em Firenze. Achava que estava preparada para subir os 85m de altura do campanário. Não estava. Mas a vista compensa!

6. Vista lá de cima.
7. Vista lá de baixo.
8. Siena
9. Lucca. Que amei!
10. Foto sem título. Desnecessário.
11. Igreja de Santo Stefano, em Bolonha, ao fundo e um Spritz na frente. (Drink italiano, da moda, feito com Aperol ou Campari, espumante ou prosecco.) Nossa caipirinha ainda é melhor!!
12. Pagando um estilinho em Veneza. Lóóógico.
13. Veneza no anoitecer
14. Lago de Como.