Nasci de um jeito que não consigo deixar as coisas acontecerem ao seu modo. Preciso controlar tudo! Assunto que já foi tema de várias sessões de análise.
Adoro viajar. Desta forma, planejar uma viagem para mim é quase um momento “workaholic”.
Escolher a época, fazer o roteiro, saber se os lugares estarão abertos ou fechados, decidir os hotéis, saber que distância ficam dos lugares e quais os meios de transporte para isso, etc.
Desta vez o destino seria a Itália. Até um curso bááásico de italiano fiz para saborear a viagem da melhor forma possível.
Como não fazemos esse tipo de viagem “todo fim de semana”, o lado bom da programação é que não se perde tempo, mas o lado ruim é que fica tudo muito compartimentado, e quando alguma coisa sai fora do esperado (e sempre tem alguma coisa que sai!!) tem-se que aprender a sobreviver ao caos. Concluo que é muito melhor que sessão de análise!
Já tinha ido para a maioria dos lugares desse roteiro italiano, na minha primeira viagem a Europa. Mas sabia que precisava voltar com mais tranqüilidade e apresentar as delicias da Itália ao Fernando, já que era a sua primeira vez por lá.
A programação era fazer tudo de trem, pois esse tipo de transporte por lá é uma comodidade, além do que, estava nos planos tomar muito vinho, o que dificultaria qualquer momento na direção de um veículo!
Começamos por Roma. Queria tirar a impressão estranha que tive da cidade na primeira vez que estive por lá. Roma é de fato muito cansativa, e ainda bem que começamos por ela, mas quando a gente se lembra da história, é emocionante estar ali. Um museu a céu aberto.
Me apaixonei pelo bairro de Trastevere. É mais ou menos a nossa vila Madalena. Uma delícia para almoçar, jantar ou simplesmente tomar uns golinhos de qualquer coisa, observando o movimento!!
Depois de quatro dias por Roma, fomos a Firenze. Me surpreendi com a vontade de ficar um longo tempo por lá. Conhecemos um brasileiro, dono de uma loja de bolsas que apelidamos de modelos: Doce e Cabana, Praga, Armando, Biquim, Luis Vitão... Mas ok, ele mora lá há onze anos e nos indicou um restaurante muito bom mesmo. Aliás, esse é um item importante de estar na Itália. Embarquei nesse lance de primo piato, secondo, contono, dolci,... Uma loucura! Agora estou pagando o preço tentando entrar nas calças.
A idéia de ficar também quatro dias em Firenze era para fazer uns “bate e volta” para a cidadezinhas de Siena, San Geminiano, Lucca, Pisa, etc... Fomos também até a praia (lóóógico). Mas não gostamos não. O balneário chamava-se Viareggio. Único ponto desnecessário da viagem.
Depois de Firenze, a programação era ir até Bolonha, pois queria conhecer a cidade que meus avós viveram que era bem próxima de lá. Chama-se San Felice Sul Panaro. Tinha feito um rápido contato com o pessoal de lá por intermédio de uma prima da minha mãe. Mas não imaginava a recepção que teria. Por coincidência chegamos lá no feriado da Páscoa. Quando fiz o check in no hotel, o sujeito da recepção disse que já haviam ligado me procurando!! Tinha decorado uma ou outra fala em Italiano. Liguei então para o pessoal. Combinei da gente se encontrar na porta do hotel. Vieram nos buscar, no horário combinado, nos levaram a San Felice, participamos do “almoço de família” que me fez lembrar o tempo na casa da minha avó e também quando meu avô estava vivo. Foi uma viagem no tempo. Não me perguntem como eu entendia e respondia em Italiano, pois só havia feito um curso básico em 10 lições!! No final do dia nos deixaram de volta no hotel. Ainda deu tempo de conhecer Bolonha.
Bom, depois de Bolonha zarpamos para Veneza. Desejava voltar a essa cidade desde a primeira vez que estive por lá, em agosto de 2000. Demorou um pouquinho, mas tive a certeza: poderia voltar mais umas mil vezes. Veneza é única e por isso, apaixonante.
Depois de Veneza, pegamos o trem até Milão. Duas horas e meia depois já estávamos na estação central. Aproveitamos para conhecer a cidade, e os Dolce e Gabbana, Prada, Armani, Hermes e Louis Vuitton de verdade. Preços proibitivos, obviamente. Mas olhar as vitrines, ainda não paga. No dia seguinte fomos até o Lago de Como. Não é um lago qualquer. É um puuuta lago. Pegamos um barco rápido, ficamos o dia todo lá e só fomos até a metade dele.
Depois de 2 semanas, voltamos ao Brasil. Com o corpo cansado mas a cabeça vazia. Muito bom. Não tirava 15 dias de férias há muito tempo.
Mas fiquei com uma vontade e queria partilhar o sonho com vocês: Em um restaurante, em Roma, vi 4 espanholas, pouca coisa mais novas que a gente. Estavam na maior empolgação, provavelmente viajando juntas. Fiquei com uma pontinha de inveja e achei que seria o máximo se conseguíssemos fazer essa experiência também. Pode demorar um pouco, até que os filhos estejam um pouquinho mais independentes, mas ainda assim gostaria. Quem topa?
Legenda das fotos da viagem:
1. Vista do Castelo de Sant´Angelo, em Roma.
2. Piazza de Spagna, toda florida desta vez, mas a muvuca toooda atrás. Gente! Em todo lugar turístico estava um Playcenter!
3. Carnaval na Sapucai, digo, Fontana de Trevi.
4. Foto sem título. Desnessário.
5. Santa Maria del Fiore, em Firenze. Achava que estava preparada para subir os 85m de altura do campanário. Não estava. Mas a vista compensa!
6. Vista lá de cima.
7. Vista lá de baixo.
8. Siena
9. Lucca. Que amei!
10. Foto sem título. Desnecessário.
11. Igreja de Santo Stefano, em Bolonha, ao fundo e um Spritz na frente. (Drink italiano, da moda, feito com Aperol ou Campari, espumante ou prosecco.) Nossa caipirinha ainda é melhor!!
12. Pagando um estilinho em Veneza. Lóóógico.
13. Veneza no anoitecer
14. Lago de Como.
Adoro viajar. Desta forma, planejar uma viagem para mim é quase um momento “workaholic”.
Escolher a época, fazer o roteiro, saber se os lugares estarão abertos ou fechados, decidir os hotéis, saber que distância ficam dos lugares e quais os meios de transporte para isso, etc.
Desta vez o destino seria a Itália. Até um curso bááásico de italiano fiz para saborear a viagem da melhor forma possível.
Como não fazemos esse tipo de viagem “todo fim de semana”, o lado bom da programação é que não se perde tempo, mas o lado ruim é que fica tudo muito compartimentado, e quando alguma coisa sai fora do esperado (e sempre tem alguma coisa que sai!!) tem-se que aprender a sobreviver ao caos. Concluo que é muito melhor que sessão de análise!
Já tinha ido para a maioria dos lugares desse roteiro italiano, na minha primeira viagem a Europa. Mas sabia que precisava voltar com mais tranqüilidade e apresentar as delicias da Itália ao Fernando, já que era a sua primeira vez por lá.
A programação era fazer tudo de trem, pois esse tipo de transporte por lá é uma comodidade, além do que, estava nos planos tomar muito vinho, o que dificultaria qualquer momento na direção de um veículo!
Começamos por Roma. Queria tirar a impressão estranha que tive da cidade na primeira vez que estive por lá. Roma é de fato muito cansativa, e ainda bem que começamos por ela, mas quando a gente se lembra da história, é emocionante estar ali. Um museu a céu aberto.
Me apaixonei pelo bairro de Trastevere. É mais ou menos a nossa vila Madalena. Uma delícia para almoçar, jantar ou simplesmente tomar uns golinhos de qualquer coisa, observando o movimento!!
Depois de quatro dias por Roma, fomos a Firenze. Me surpreendi com a vontade de ficar um longo tempo por lá. Conhecemos um brasileiro, dono de uma loja de bolsas que apelidamos de modelos: Doce e Cabana, Praga, Armando, Biquim, Luis Vitão... Mas ok, ele mora lá há onze anos e nos indicou um restaurante muito bom mesmo. Aliás, esse é um item importante de estar na Itália. Embarquei nesse lance de primo piato, secondo, contono, dolci,... Uma loucura! Agora estou pagando o preço tentando entrar nas calças.
A idéia de ficar também quatro dias em Firenze era para fazer uns “bate e volta” para a cidadezinhas de Siena, San Geminiano, Lucca, Pisa, etc... Fomos também até a praia (lóóógico). Mas não gostamos não. O balneário chamava-se Viareggio. Único ponto desnecessário da viagem.
Depois de Firenze, a programação era ir até Bolonha, pois queria conhecer a cidade que meus avós viveram que era bem próxima de lá. Chama-se San Felice Sul Panaro. Tinha feito um rápido contato com o pessoal de lá por intermédio de uma prima da minha mãe. Mas não imaginava a recepção que teria. Por coincidência chegamos lá no feriado da Páscoa. Quando fiz o check in no hotel, o sujeito da recepção disse que já haviam ligado me procurando!! Tinha decorado uma ou outra fala em Italiano. Liguei então para o pessoal. Combinei da gente se encontrar na porta do hotel. Vieram nos buscar, no horário combinado, nos levaram a San Felice, participamos do “almoço de família” que me fez lembrar o tempo na casa da minha avó e também quando meu avô estava vivo. Foi uma viagem no tempo. Não me perguntem como eu entendia e respondia em Italiano, pois só havia feito um curso básico em 10 lições!! No final do dia nos deixaram de volta no hotel. Ainda deu tempo de conhecer Bolonha.
Bom, depois de Bolonha zarpamos para Veneza. Desejava voltar a essa cidade desde a primeira vez que estive por lá, em agosto de 2000. Demorou um pouquinho, mas tive a certeza: poderia voltar mais umas mil vezes. Veneza é única e por isso, apaixonante.
Depois de Veneza, pegamos o trem até Milão. Duas horas e meia depois já estávamos na estação central. Aproveitamos para conhecer a cidade, e os Dolce e Gabbana, Prada, Armani, Hermes e Louis Vuitton de verdade. Preços proibitivos, obviamente. Mas olhar as vitrines, ainda não paga. No dia seguinte fomos até o Lago de Como. Não é um lago qualquer. É um puuuta lago. Pegamos um barco rápido, ficamos o dia todo lá e só fomos até a metade dele.
Depois de 2 semanas, voltamos ao Brasil. Com o corpo cansado mas a cabeça vazia. Muito bom. Não tirava 15 dias de férias há muito tempo.
Mas fiquei com uma vontade e queria partilhar o sonho com vocês: Em um restaurante, em Roma, vi 4 espanholas, pouca coisa mais novas que a gente. Estavam na maior empolgação, provavelmente viajando juntas. Fiquei com uma pontinha de inveja e achei que seria o máximo se conseguíssemos fazer essa experiência também. Pode demorar um pouco, até que os filhos estejam um pouquinho mais independentes, mas ainda assim gostaria. Quem topa?
Legenda das fotos da viagem:
1. Vista do Castelo de Sant´Angelo, em Roma.
2. Piazza de Spagna, toda florida desta vez, mas a muvuca toooda atrás. Gente! Em todo lugar turístico estava um Playcenter!
3. Carnaval na Sapucai, digo, Fontana de Trevi.
4. Foto sem título. Desnessário.
5. Santa Maria del Fiore, em Firenze. Achava que estava preparada para subir os 85m de altura do campanário. Não estava. Mas a vista compensa!
6. Vista lá de cima.
7. Vista lá de baixo.
8. Siena
9. Lucca. Que amei!
10. Foto sem título. Desnecessário.
11. Igreja de Santo Stefano, em Bolonha, ao fundo e um Spritz na frente. (Drink italiano, da moda, feito com Aperol ou Campari, espumante ou prosecco.) Nossa caipirinha ainda é melhor!!
12. Pagando um estilinho em Veneza. Lóóógico.
13. Veneza no anoitecer
14. Lago de Como.
