Eu quero rir!
Outro día, no barzinho da esquina, tomando café, um dos homens que sempre encontro à mesma hora me deixou o banco para eu sentar e ficou ao meu lado filosofando… levei o maior banho de chuveiro! Ele nao parava de cuspir enquanto falava sobre “perdoar mas não esquecer”….dá na mesma o porquê, mas era tão engraçada a situação que não pude mudar de lugar.. nem tinha outro banquinho livre prá eu sentar, e acabei aceitando o banho! Claro que colocava a mão tampando o copinho de café para nao beber algo mais do que café e leite!!
Parecía uma cena de algum filme, eu por dentro não conseguía parar de rir do cara e de mim mesma por continuar alí, sentada.
E percebí que em situações bem melhores que aquela eu tinha ficado de mal humor ou chateada…
E é assim como eu quero passar as horas do día... rindo, rindo de mim mesma!
Atraindo e espalhando a energía positiva…
Quero que as pessoas pensem em mim assim… sorrindo, dançando, fazendo caretas, pulando, gargalhando…
Não quero ser cinza.. quero ser colorida!
Quero andar descalça pela grama ou pela areia.
Quero abraçar e beijar as pessoas que amo.
Quero ouvir e ver as pessoas rirem.
Quero gritar e me despentear.
Quero brincar como se tivesse 3 anos.
Quero comer chocolate e todas as coisas gostosas que me fazem feliz.
Quero dar presentes.
Quero ajudar.
Quero me liberar da carcaça que não me deixa mover.
Quero ver a vida desde o lado positivo e não quero sentar mais do lado de alguém que cospe filosofando!!! perdôo mas não esqueço! hahahaha
quarta-feira, 26 de maio de 2010
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Pela passagem de uma grande dor
Tenho 36 anos. Minha mãe faleceu aos 61. Se eu morrer com a idade da minha mãe, restam-me parcos 25 anos.
A vida é urgente.
Minha mãe sempre foi muito alegre, ensinou a pensar positivo em todos os momentos. E sempre teve muita fé, mesmo nos últimos meses em que a doença avançava devastadoramente.
Vejo a capa de uma revista semanal onde diz que o número de mulheres com mais de 100 anos dobrou nos últimos anos. Se eu passar dos 100 ainda devo viver mais uns 65. Minha mãe viveu apenas 61, mas ela teria muitos planos se chegasse até os 100.
A vida é hoje.
No dia em que minha mãe foi embora, meu pai disse coisas que não vou esquecer jamais. Do vazio que fica dentro da gente. Do quanto viver é simples.
A vida é leve.
Penso também nas coisas pequenas do dia-a-dia que faziam minha mãe sofrer, e no quanto tudo fica tão insignificante quando se faz a passagem.
Há alguns anos atrás quando eu perdi um bebê, uma amiga disse pra eu não procurar explicações pois tem coisas que não se explicam na hora. Quando minha mãe descobriu a doença minha filha estava com 6 meses apenas. Compreendi então que se eu não tivesse minha filha naquele momento tudo seria mais difícil.
Enquanto minhas irmãs e eu arrumávamos minha mãe para a despedida final, senti como é importante ter irmãos e revi a possibilidade de futuramente ter outro filho. Passar por tudo isso com as minhas irmãs ao meu lado foi muito mais fácil.
E como é bom ter amigos. Cada mensagem, oração, flor, palavra, pensamento. Essencial e reconfortante.
Parece que finalmente minha filha entendeu que a vovó Rose virou estrelinha e está morando no céu. Que ela guarde na memória a mulher linda, vaidosa, simpática, generosa, amável e correta que ela foi. Mas que também saiba o quanto ela era capaz de entrar numa briga pra defender a família, do quanto ela sofria ao ver uma de suas filhas sofrendo e do quanto ela desejava que todos nós fossemos muito felizes. E é assim que vou viver daqui em diante. Esforçando-me ao máximo para realizar o sonho dela.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
A morte em nossa vida
Depois da triste notícia da passagem da querida Rose, li este texto de Eugênio Musaki, publicado na Revista Vida Simples e peguei uns trechos para postar no nosso blog, que vale a pena ler na íntegra, apesar de que não consegui condensar muito.
Acho que ajuda a pensar na morte como algo natural, assim como a vida é natural para todos nós.
A morte em nossa vida
Todo mundo sabe que a única coisa verdadeiramente certa na vida é que vamos morrer. Então por que temos imensa dificuldade em lidar com esse tema tão humano? A morte em nossa vida
por Eugenio Mussak
Ele começa com uma cena do conto de F. Scott Fittgerald, que virou o filme O Curioso Caso de Beijamim Button, onde a Daisy, protagonista do filme, estava em seu leito de morte e sua filha perguntou se ela estava com medo.
E a surpreendente resposta foi:.
– Não, estou curiosa – respondeu Daisy Fuller, que então sorriu e, como que para fazer as pazes com a vida, começou a contar à filha um segredo do passado: sua relação com um tal Benjamin Button, homem que nasceu velho e foi rejuvenescendo até morrer como um bebê. O relato era um desabafo e Caroline termina por descobrir que o fantástico homem era seu próprio pai.
Quando escreveu o bizarro conto, Fitzgerald estava subvertendo a maior das angústias humanas: a percepção do envelhecimento e a certeza de seu epílogo, a morte.
E Beijamin contraria o tempo, nascendo velho e morrendo jovem, mas mesmo assim vive o tempo de uma vida, e não consegue vencer a morte.
A anciã Daisy conhece essa verdade e lida com ela com a sabedoria de quem viveu intensamente. Por isso não teme, apenas está curiosa.
Este é um tema campeão na literatura universal, empatando, talvez, com o amor. E ambos estão, comumente, ligados, como em um Romeu e Julieta em distintas versões. É possível que amemos tanto a vida porque temamos tanto a morte. Mas devemos então evitar a vida para ter a ilusão de não morrer, como alguém que não quer um cãozinho porque sabe que vai sofrer quando ele morrer? Não, pois o mistério da morte não é maior que o mistério da vida, uma categoria pertence à outra. Perceba que viver pressupõe morrer, e morrer significa ter vivido. São indissociáveis. Estamos diante de um mistério único que, por escapar à nossa compreensão e ao nosso controle, nos angustia e infelicita.
Certo esteve Epicuro ao dizer que não temia a morte pelo simples fato de que jamais a encontraria, pois enquanto ele estivesse vivo a morte não estaria presente, e quando ela aqui estivesse ele não estaria mais. O argumento do filósofo tem uma lógica perfeita. O problema é que nós não encaramos a morte com a lógica e sim com a emoção.
Como seres pensantes que somos, tentamos racionalizar repetindo aquelas verdades que no fim não consolam, como “Para morrer basta estar vivo” ou “Começamos a morrer quando nascemos”. São frases epicuristas, todas encerram uma verdade, só que, quando o assunto é a morte, preferiríamos a mentira, a ilusão da imortalidade, o engano de que só existe vida.
“Eu não quero ser imortal por minha obra. Quero ser imortal não morrendo”, desabafou Woody Allen, em um de seus momentos geniais. Lamento, Woody, mas não será possível. O que nos resta é viver como se não fossemos morrer, pensando e glorificando o milagre da vida, senão morreremos antes de morrer, como explicou Freud em seu O Mal-estar na Civilização, onde coloca a perspectiva da morte como uma das principais causas da infelicidade humana. Morrer antes de morrer significa não viver apesar de estar vivo.
A lógica de Epicuro, a ciência de Freud e o humor de Woody Allen estão todos certos, errados estamos nós que sofremos pelo que não controlamos porque nos acostumamos a pensar que somos deuses, que a razão nos dá o controle, que a vontade é infinita. De repente descobrimos nossas limitações e nos desesperamos. Eu e você morreremos, sim, e isso está certo. O errado é morrer antes de morrer, é não encarar a vida com humor e gratidão, é perder a oportunidade de deixar este mundo melhor com a própria presença.
Expirando em seu leito, o imperador Augusto, por exemplo, pediu um espelho para ajeitar as madeixas e disse aos que o amparavam: “Se vocês gostaram da encenação, aplaudam, para que eu possa sair de cena feliz”. Certo o romano. Morrer é sair de cena, e só nos resta aceitar que a peça terá um fim e que devemos interpretar nosso papel como virtuoses deste teatro fantástico.
O segredo para não sofrer com a morte não seria acreditar que ela é apenas uma fase da vida eterna? O segredo para mitigar o sofrimento está, sim, em acreditar em algo, pois o que nos mortifica é a dúvida. O homem é feito de razão, emoção e crença, e esta última é construída a partir da matéria que compõe as duas primeiras. Crenças são criadas a partir de valores e desejos, existem para tornar nossa vida melhor e só podem ser questionadas por quem as possui.
Os pensamentos epicurista e budista têm algo em comum. Ambos creditam à vida como a conhecemos todo o mérito. Para o epicurismo esta é a única vida, portanto merece ser vivida plenamente; para o budismo o nirvana final, espiritual, só será alcançado através do nirvana terrestre, psicológico. Ambas as teorias propõem que se dê valor à vida, procurando fazer o bem e transformando- a em algo que valha a pena.
Já que não podemos fingir que a morte não existe, só nos resta criar a crença mais confortável. A morte é um mistério, mas a vida também é. Só que temos a ilusão de entender a vida porque ela pode ser percebida pelos órgãos dos sentidos. Medimos, pesamos, tocamos a vida. A morte não, ela é metafísica, está além de qualquer interpretação lógica. Sabemos o que é o fim da vida, mas não sabemos o que é a morte.
Como não sabemos, só nos resta acreditar. E crença é imaginação, não certeza, mas seu poder é irrefutável, pois é capaz de usar os pensamentos para acalmar os sentimentos. No fim é isto que importa, pensar e sentir para poder viver. Há apenas dois modos de abordar a morte enquanto existe vida: ignorá-la ou pensá-la. A primeira de nada adianta, enquanto a segunda ao menos traz mais cartas para o jogo da vida, criando novas perspectivas.
A morte também está presente nos fatos do cotidiano, nas separações, nos fins de ciclo. Não deveríamos estar mais acostumados a ela? No fundo, o que assusta na morte são três fatores: o desconhecido, que é sempre amedrontador; a resistência a abandonar a vida, o que é próprio dos instintos; e, digamos, a passagem, que pode estar carregada de sofrimento. Como diz um amigo meu, com seu humor peculiar: “Acredito que a vida e a morte sejam, ambas, boas. O problema é a transição”.
Estamos, sim, acostumados com a ideia da morte. Nós provavelmente nunca nos acostumaremos é com a presença da morte em nossas vidas. Aceitamos a morte, pois somos racionais, mas reagimos fortemente a ela em duas circunstâncias: quando é prematura ou quando é próxima.
Não gostamos de saber que gente jovem morre, não parece natural. Há um quê de injustiça nos soldados que não voltam da guerra, nos rapazes e moças que se misturam às ferragens de seus carros nas noites de fim de semana, nas crianças com leucemia nos hospitais ou com fome nos países miseráveis. Ninguém deveria morrer sem ter tido a chance de viver bastante, pensamos.
Como também não gostamos da morte por perto, ceifando alguns dos nossos, levando nossos avós, convocando nossos pais. É quando a morte é má de verdade, porque nos priva de nossos entes queridos e porque se faz lembrar, se mostra com força e faz questão de deixar claro que vai voltar, é apenas uma questão de tempo.
Pelo menos a maioria de nós tem motivos para se alegrar por ter vivido. Seja qual for o mistério, a aventura de viver é muito boa, apesar dos percalços, claro. Não é possível não conhecer o sofrimento, pertence à nossa condição de viventes. E entre eles, às vezes camuflada pelo cotidiano, está a morte, espreitando.
A fé, a psicologia, a filosofia, a literatura, o misticismo, todos são pródigos em abordar o tema da morte, mas nunca um desses construtores do pensamento humano teve coragem para negar dois fatos: que todos teremos de lidar com a morte, nossa e de outros – e que nós sofreremos inevitavelmente com isso.
Provavelmente não seria inteligente não morrer, a vida eterna seria muito cansativa. Mas, com certeza, não é inteligente morrer antes de morrer. Por isso, um texto sobre a morte é inócuo, a não ser que seja uma conclamação à vida. Viver de verdade é a única garantia de que, quando chegar a hora, tenhamos mais curiosidade que medo, como aconteceu com Daisy Fuller.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Amigos são pra essas coisas...
Amigas Queridas,
estou muito sentida pelo que aconteceu com a mãe da Gi e resolvi escrever no blog.
A Tia Rose era muito querida por todas nós, e estará sempre na nossa memória e no nosso coração.
Os amigos não são só para as horas boas, os happy hours, são também para as horas ruins, como todos sabem...
Gi, estaremos sempre do seu lado pra o que der e vier.
Beijos
Cris
estou muito sentida pelo que aconteceu com a mãe da Gi e resolvi escrever no blog.
A Tia Rose era muito querida por todas nós, e estará sempre na nossa memória e no nosso coração.
Os amigos não são só para as horas boas, os happy hours, são também para as horas ruins, como todos sabem...
Gi, estaremos sempre do seu lado pra o que der e vier.
Beijos
Cris
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