sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Feliz Ano Novo
Hoje é 31 de dezembro de 2010, último dia deste ano...
Passou rápido demais e amanhã já será 2011, um dia depois de hoje e isso não muda nada, mas sempre se renovam as esperanças quando um novo ano se inicia.
Recebi um e-mail de uma grande amiga com uma poesia de seu irmão e queria compartilhar com vocês como a última mensagem deste ano.
Feliz Ano Novo para todas e desejo mais encontros em 2011.
Feliz Livro Novo!
Rogério Paiva
"Encerra-se mais um ano em sua vida...
Quando este ano começou, ele era todo seu.
Foi colocado em suas mãos...
Podia fazer dele o que quisesse...
Era como um Livro em Branco, e nele você podia ter
um poema, um pesadelo uma blasfêmia, uma oração.
Podia...
Hoje não pode mais, já não é seu.
É um livro já escrito...
Concluído...
Como um livro que tivesse sido escrito por você, ele um dia lhe
será lido, com todos os detalhes, e não poderá corrigi-lo.
Estará fora de seu alcance.
Portanto...
Antes que termine este ano, reflita, tome seu velho livro
e folheie com cuidado...
Deixe passar cada uma das páginas pelas mãos e pela
consciência;
Faça o exercício de ler a você mesmo.
Leia tudo...
Aprecie aquelas páginas de sua vida em que usou
seu melhor estilo.
Leia também as páginas que gostaria de nunca ter
escrito.
Não...
Não tentes arrancá-las.
Seria inútil...
Já estão escritas.
Mas você pode lê-las enquanto escreve o novo livro que
será entregue.
Assim, poderá repetir as boas coisas que escreveu, e
evitar repetir as ruins.
Para escrever o seu novo livro, você contará novamente
com o instrumento do livre arbítrio, e terá, para
preencher, toda a imensa superfície do seu mundo.
Se tiver vontade de beijar seu velho livro, beije.
Se tiver vontade de chorar, chore sobre ele e, a seguir,
coloque-o nas mãos do Criador.
Não importa como esteja...
Ainda que tenha páginas negras, entregue e diga
apenas duas palavras: Obrigado e Perdão!!!
E, quando o novo ano chegar, lhe será entregue outro
livro, novo, limpo, branco, todo seu, no qual irá escrever
o que desejar... "
FELIZ LIVRO NOVO !
FELIZ 2011!
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Bodas de ouro dos meus pais
Ele era um jovem rapaz, tão bonito quanto polido, e se encantou por ela à primeira vista.
A cumprimentava gentilmente todos os dias com um bom dia e não desistia, mesmo achando que ela nunca lhe responderia, até que um dia ela lhe sorriu e retribuiu ao seu bom dia.
E assim o tímido rapaz seguia a moça, que atravessava todos os dias a Rua Augusta a caminho do seu trabalho, e esta insistência lhe rendeu um primeiro encontro.
Um segundo encontro...
Um terceiro encontro...
Um ano de namoro.
Cinco anos de namoro.
O noivado.
E no dia 31 de janeiro de 1961 eles finalmente se casaram.
Ela tinha 20 anos e uma beleza estonteante, de pele branca e cabelos negros, olhos grandes e amendoados, as sobrancelhas bem desenhadas e expressivas e seu sorriso, meu Deus, como era lindo seu sorriso...
Ele tinha 25 anos, daquele tipo de rapaz de arrancar suspiros, com seus traços perfeitos marcados pela masculinidade do seu olhar forte e de suas sobrancelhas cerradas, cabelos fartos e negros cortados impecavelmente.
Foi assim que a história de Claudette e Aercio começou e passados 50 anos, completam hoje, as suas Bodas de Ouro.
Neste período viveram o que podemos chamar de uma vida inteira.
A primeira casa, o primeiro filho, a segunda filha em seguida, a terceira filha, a segunda casa e assim foram amadurecendo juntos.
Não esperavam, mais veio ainda a quarta filha.
A terceira casa, a Ilhabela, as viagens a trabalho, as viagens de casal, a ascensão da empresa, os filhos crescendo, a vida acontecendo.
Crises, perdas e ganhos, era sem dúvida a vida realmente acontecendo.
Novas realidades, filhos partindo, filhos se formando, filhos viajando, filhos retornando, filhos casando, netos chegando.
A vida do casal e da família, nesse turbilhão de acontecimentos, de algumas tristezas e muitas alegrias, deixou de ser a história daquele conto de fadas do inicio e passou a ser não só a história de Claudette e Aercio, mas da nossa família.
Nós, seus filhos, genros e netos, parabenizamos vocês queridos pais, por terem conseguido chegar aqui. Por terem superado as dificuldades, colocando o amor, o respeito e os valores familiares antes de qualquer coisa, ainda que tenham tido problemas, ainda que nem tudo tenha sido como planejaram.
Estas Bodas de Ouro são uma vitória. Uma prova de amor e de companheirismo que nos serve de exemplo de vida, nos enche de orgulho e nos comove por sua grandeza.
No dia de hoje vocês renovam os votos do casamento e confirmam diante de cada membro que descende de vocês, que escolhem novamente um ao outro para passarem juntos os próximos anos de suas vidas.
E nós testemunhamos essa união com toda a nossa gratidão e amor.
Viva Claudette e Aercio!
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Cartas para Julieta - filme

Ainda não consegui sair da fase Toscana, tudo que é ralacionado com este lugar me encanta.
Fui para Nova Iorque com a minha sogra no mês passado e assisti no Cartas para Julieta no avião, tanto na ida quanto na volta, chorei em ambas as vezes.
Não sei se é porque estou com fixação pela Toscana, ou porque sou uma romântica boba, ou porque adoraria escrever como a personagem do filme e também viver um amor que dure além do tempo, mas adorei.
É um romance leve e delicado, com a paisagem da maravilhosa Toscana.
Se não souberem que filme alugar para o final de semana recomendo.
Aliás, vocês bem que podiam recomendar alguns também, fico horas na locadora que está cada vez pior desde que as lojas Americanas detonaram as Blockbusters e não consigo escolher nada de bom.
Sinópse:
Sophie (Amanda Seyfried) trabalha como checadora na redação da revista The New Yorker e busca uma oportunidade para mostrar seu talento também como repórter. Ela e seu noivo Victor (Gael García Bernal), um cheff, viajam para Verona para a Lua de Mel. Uma vez na Itália, a jovem americana encontra as Secretárias de Julieta, senhoras que respondem as cartas de mulheres apaixonadas. Abre-se, então, um mundo estremamente romântico, onde o amor sempre volta, mesmo que tenha se passado mais de 50 anos.
FICHA TÉCNICA
Diretor: Gary Winick
Elenco: Amanda Seyfried, Gael García Bernal, Vanessa Redgrave, Christopher Egan, Daniel Baldock, Ashley Lilley, Franco Nero, Anna Kuchma
Produção: Ellen Barkin, Mark Canton, Eric Feig, Caroline Kaplan, Patrick Wachsberger
Roteiro: Jose Rivera, Tim Sullivan
Fotografia: Marco Pontecorvo
Trilha Sonora: Andrea Guerra
Duração: 105 min.
Ano: 2010
País: EUA
Gênero: Romance
Cor: Colorido
Distribuidora: Paris Filmes
Estúdio: Summit Entertainment / Applehead Pictures
Classificação: 10 anos
sábado, 20 de novembro de 2010
Sintonía

Somos as melhores amigas do mundo e por mais longe que a gente esteja continuamos na mesma sintonia!!!
Hà um ano decidi mudar, mudar os cabelos também.... não é fácil pois foi parar de tingir e deixar que a cor verdadeira aparecesse.... a agora, um ano depois, já sinto que essa mudança está aqui.. ao mesmo tempo que minhas melhores amigas do mundo!!!
Meus cabelos brancos, e mais curtos.... mudei e me sinto mais forte, com vontade de "comer o mundo"!!
Amo vocês, amigas da minh'alma!!
Podem ter certeza de que quando estiver com a Giovanna no Chile vamos brindar por todas ... e vou apertar tanto ela que vai dar para compartilhar com voces quando ela voltar pra São Paulo!!
Beijos
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Esse negócio de mudança é coisa séria!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Miguel nasceu
Foi um parto dolorido, mas pela carinha de alegria da Ana já passou, agora só transparece alegria, afeto e amor.
Parece muito com a Ana, talvez por isso o Jai esteja tão apaixonado por ele...
Que o Miguel seja iluminado sempre e espalhe a sua luz para essa nova família que nasceu junto com ele.
Arcanjo Miguel, guarde, protege e ilumina o pequeno Miguel.
sábado, 6 de novembro de 2010
Fase Toscana
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Vontade de mudar

Me deu uma vontade de mudar, passei no salão e mandei cortar o cabelo quase no queixo.
Parece que saiu uns 3 quilos de mim, foi mais fácil que começar a dieta que tanto tenho adiado.
Primeiro a cabelereira cortou até o ombro, ficou legal, mas não mudou muita coisa. Então eu disse:
-"Que tal subir mais um pouquinho?"
E a cabelereira respondeu:
-"Assim você me deixa muito feliz!"
E passou a tesoura.
Mas a melhor de tudo foi não ter precisado da opinião das pessoas nem a aprovação de ninguém.
Há um tempo atrás eu não tinha essa segurança. Tá, sei que é uma coisa simples, mas tô sendo sincera.
Desculpe quem não gostou, mas agora está feito!
Em casa ninguém acostumou, nem eu mesma, parece esquisito como se eu fosse outra pessoa...
Talvez seja isso mesmo, acho que sou outra pessoa.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Chá de bebê do Miguel
Algumas fotos do chá de bebê do Miguel para lembrarmos sempre.
Me emocionei profundamente com as palavras da Ana, que na verdade só repetiu as palavras da sua terapeuta, mas acho que foi no momento em que sentiu a mensagem.
Ela disse chorando:
-Preciso falar para vocês uma coisa que a minha terapeuta me disse outro dia.
Eu disse para ela, você viu como as pessoas gostam do Miguel?!
E a terapeuta respondeu:
-Ana, o Miguel não nasceu ainda. As pessoas gostam de você!
É isso mesmo Ana, nós amamos você!!!!
E quando ele chegar vamos amá-lo também porque, antes de tudo, é o seu filho.
Esperamos ansiosas a chegada dele junto com você.



domingo, 18 de julho de 2010
Sob o Sol da Toscana - livro e filme


A segunda semana de férias na Ilha choveu sem parar, acabou com os meu planos de treinos longos de bike...
O máximo que consegui foi correr 3 dias alternados com uma capa de chuva e confesso que foi muito bom. Não cansa tanto e também não da muita sede, fora a sensação da água caindo direto na sua cabeça que faz você se sentir livre e quase infantil. Não importa que vai molhar, pois você não está nem aí.
Mas o resto do tempo em casa foi quase de clausura!!!
Acabei o livro Sob o sol da Toscana e peguei o filme, estava super animada para ver toda aquela paisagem maravilhosa descrita detalhadamente no livro, lugares que visitarei em breve e que de alguma forma parece até que já conheço um pouquinho através da leitura.
Queria ver as vinícolas, os campos de oliveira e a fabricação do azeite, e Bramasolle, a casa que é o centro do livro.
Fiquei decepcionadíssima! O filme é baseado no livro, mas foi muito modificado, transformado a Francis numa mulher tão diferente da real, insegura e fraca, enquanto ela é forte e decidida.
Para vocês terem uma ideia da para ver melhor a Toscana na novela da Globo do que no filme, que virou um romance até bonitinho, mas muito diferente do "filme" que eu já tinha criado na minha cabeça.
Bom, quando eu for para lá espero que rode um filme bem bacana, que misture aventura, romance, gastronomia, arte e acabe com final feliz, é claro.
Vou fotografar e filmar bastante para registrar aqui.
Ciao e arrivederci!
domingo, 11 de julho de 2010
Bike por São Paulo
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Ócio do bom

Como tinha falado para vocês, estou eu aqui na Ilhabela de férias.
Não tem nada que eu goste tanto na vida quanto o ócio!!!
Para ser sincera não é o ócio que me atrai, mas a possibilidade de fazer tudo que eu quiser e no tempo que eu quiser. Ah! E também não precisar trabalhar, é claro.
Queria ter para o trabalho a mesma motivação que tenho para o lazer.
Como definiu o Marins: "A motivação é composta pelo
conjunto de motivos, das razões de ordem lógica, racional,
cartesiana que levam o indivíduo a fazer suas opções na vida"
Ou seja, motivação é o motivo de viver.
Na verdade temos muitos motivos para viver, talvez por isso tenhamos mais motivação para uma coisa do que para outra.
No momento estou extremamente motivada com uma viagem que faremos em setembro pela Toscana, vamos pedalar durante 1 semana para conhecer toda a região, e desde que definimos o destino estou me preparando fisicamente para conseguir pedalar de 50 a 100km por dia sem dores.
E como adoro uma fantasia, a minha viagem já começou no primeiro dia em que comecei a treinar. Pelo menos tres vezes por semana enquanto pedalo coloco no ipod uma seleção de músicas italianas e imagino como são os lugares, as pessoas, a paisagem, a língua, a comida de lá!
Comprei um livrinho de italiano básico e fico ouvindo o CD no carro durante o inevitável trânsito de 1 hora todas as manhãs e também comecei a ler Sob o Sol da Toscana de Frances Mayer.
Ainda estou na metade do livro e adorando. Ela é uma escritora americana que comprou uma casa antiquíssima na Toscana, fez uma super reforma quase com as próprias mãos e se apaixonou loucamente pelo local. Adoro as descrições da comida, não de receitas, mas da forma como eles curtem comer. O cheiro dos temperos, do manjericão, do presunto crú, de horas e horas na mesa com amigos tomando vinhos e prosecos.
Às vezes fico pensando se no futuro podemos nos aventurar numa loucura dessas. Quando as crianças forem adultas vou querer me mandar com o Fábio e viver algum tempo em outro País. Quem sabe na Itália...
Mas voltando para as minhas férias de agora, aqui na Ilha, tem feito dias incríveis de sol e para mim cada dia é um presente.
O despertador toca às 8:00h, mas desligo e só levanto quando da vontade. Tomo o café da manhã lentamente na companhia dos meus pais apreciando uma vista maravilhosa para o mar, depois pego minha bike é pedalo por umas duas horas.
Esta pedalada é uma das minhas horas preferidas do dia, sempre percebendo a evolução do treino quando as subidas ficam cada dia mais fáceis, e simplesmente maravilhada com toda natureza deste lugar. As praias calmas com o sol absoluto refletindo no mar, os coqueiros e milhares de chapéus de sol, mangueiras e jaqueiras espalhando o cheiro das frutas que às vezes de tão maduras caem e apodrecem no chão, e flores de todas as cores, principalmente as primaveras cor de rosa. Folhagens vermelhas, amarelas e verdes de todos os tons e revoadas de periquitos com um canto que se houve a quilômetros de distância.
Chego em casa me sentindo tão viva, é uma sensação de euforia mesmo.
Depois vou a praia com as crianças,as observo cavarem um enorme buraco na areia, nadando na água extremamente gelada, se lambuzando com um sorvete de chocolate que escorre pingando na barriga. É a coisa mais linda do mundo a inocência deles...
Leio meu livro na areia, durmo sonho, acordo e vou ao mar para despertar, remo no caiaque do meu sobrinho e na imensidão do mar me sinto tão pequena no meio de tudo isso.
Antes do por do sol votamos para almoçar e a mamãe prepara aqueles banquetes caseiros com o sabor da minha infância. O arroz e feijão que ninguém faz igual, o frango inteiro com aquele molho acastanhado de sabor intenso, cenourinha e escarola refogada, salada com manga e mussarela de búfala... E de sobremesa um doce de abóbora com coco e queijo branco. Toda a caloria gasta no treino é recuperada em dobro nesta hora!!!
Quando chega a noite um passeio a vila é praticamente a única opção. Damos uma passada no Ponto das letras, folhear revistas e ler as orelhas dos livros, tomar um café ou um capuccino, e para as crianças basta uma sorvete no rocha.
Bela rotina de férias, não é?!
Trouxe álbuns de fotos para organizar, o livro de italiano para estudar, um caderno para começar um planejamento de vida, daqueles que a gente coloca o objetivo/metas com prazos definidos.
Tá certo que só consigo me dedicar ao planejamento de novas férias, de um possível período sabático com o meu marido no futuro, dos cursos que quero fazer no futuro, mas já é alguma coisa.
Me culpo um pouco de só pensar no lazer, não sou procrastinadora do prazer como li em um artigo outro dia, muito pelo contrário.
Depois dessas férias preciso me dedicar mais ao trabalho, colocar mais energia na minha loja.
Mas enquanto esse dia não chega vou curtir e relaxar.
Aproveitei e guardei o caderno do planejamento na gaveta, pelo visto não vou conseguir abrir nenhum dia por aqui. É que eu ia ficar só com as crianças mas o Fábio me fez uma surpresa e vai passar a semana toda conosco, então passei apenas dois dias de solidão.
Com ele a rotina fica mais agitada e aquele negócio de não ter hora para acordar acaba. O cara diz que dormir é perda de tempo e tem uma energia que é difícil de acompanhar.
Hoje saímos da cama às 7:30 para pedalar para voltar cedo e curtir o dia no mar.
Como é o homem das surpresas, ontem quando chegou comprou um barco e estamos loucos para ensinar as crianças a esquiar!
Bom, para aguentar a água fria, só sendo criança mesmo.
Eu queria saber quando é que vou crescer também...
quarta-feira, 7 de julho de 2010
terça-feira, 6 de julho de 2010
Impressões de Cibele sobre o nosso encontro




Oi Amigas! Tb amei nos encontrarmos.
Tentei postar as fotos pelo blog, mas não rolou rsrs Ainda por cima me tornei seguidora 2 vezes agora.....
Seguem as fotos, estamos lindas! Van, suas filhas são umas bonecas apaixonantes.
Vamos marcar mais vezes, aí vou levar brigadeiro com pistache, amêndoa, crocante, MM etc etc etc
Me digam se conseguiram ver as fotos. Alguém pode colocar no blog pra mim?
Amo vcs tb
Cib
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Amo vocês!

Amigas,
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Filme Julie & Julia

sexta-feira, 25 de junho de 2010
Doutor Aranha
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Outro día, no barzinho da esquina, tomando café, um dos homens que sempre encontro à mesma hora me deixou o banco para eu sentar e ficou ao meu lado filosofando… levei o maior banho de chuveiro! Ele nao parava de cuspir enquanto falava sobre “perdoar mas não esquecer”….dá na mesma o porquê, mas era tão engraçada a situação que não pude mudar de lugar.. nem tinha outro banquinho livre prá eu sentar, e acabei aceitando o banho! Claro que colocava a mão tampando o copinho de café para nao beber algo mais do que café e leite!!
Parecía uma cena de algum filme, eu por dentro não conseguía parar de rir do cara e de mim mesma por continuar alí, sentada.
E percebí que em situações bem melhores que aquela eu tinha ficado de mal humor ou chateada…
E é assim como eu quero passar as horas do día... rindo, rindo de mim mesma!
Atraindo e espalhando a energía positiva…
Quero que as pessoas pensem em mim assim… sorrindo, dançando, fazendo caretas, pulando, gargalhando…
Não quero ser cinza.. quero ser colorida!
Quero andar descalça pela grama ou pela areia.
Quero abraçar e beijar as pessoas que amo.
Quero ouvir e ver as pessoas rirem.
Quero gritar e me despentear.
Quero brincar como se tivesse 3 anos.
Quero comer chocolate e todas as coisas gostosas que me fazem feliz.
Quero dar presentes.
Quero ajudar.
Quero me liberar da carcaça que não me deixa mover.
Quero ver a vida desde o lado positivo e não quero sentar mais do lado de alguém que cospe filosofando!!! perdôo mas não esqueço! hahahaha
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Pela passagem de uma grande dor
Tenho 36 anos. Minha mãe faleceu aos 61. Se eu morrer com a idade da minha mãe, restam-me parcos 25 anos.
A vida é urgente.
Minha mãe sempre foi muito alegre, ensinou a pensar positivo em todos os momentos. E sempre teve muita fé, mesmo nos últimos meses em que a doença avançava devastadoramente.
Vejo a capa de uma revista semanal onde diz que o número de mulheres com mais de 100 anos dobrou nos últimos anos. Se eu passar dos 100 ainda devo viver mais uns 65. Minha mãe viveu apenas 61, mas ela teria muitos planos se chegasse até os 100.
A vida é hoje.
No dia em que minha mãe foi embora, meu pai disse coisas que não vou esquecer jamais. Do vazio que fica dentro da gente. Do quanto viver é simples.
A vida é leve.
Penso também nas coisas pequenas do dia-a-dia que faziam minha mãe sofrer, e no quanto tudo fica tão insignificante quando se faz a passagem.
Há alguns anos atrás quando eu perdi um bebê, uma amiga disse pra eu não procurar explicações pois tem coisas que não se explicam na hora. Quando minha mãe descobriu a doença minha filha estava com 6 meses apenas. Compreendi então que se eu não tivesse minha filha naquele momento tudo seria mais difícil.
Enquanto minhas irmãs e eu arrumávamos minha mãe para a despedida final, senti como é importante ter irmãos e revi a possibilidade de futuramente ter outro filho. Passar por tudo isso com as minhas irmãs ao meu lado foi muito mais fácil.
E como é bom ter amigos. Cada mensagem, oração, flor, palavra, pensamento. Essencial e reconfortante.
Parece que finalmente minha filha entendeu que a vovó Rose virou estrelinha e está morando no céu. Que ela guarde na memória a mulher linda, vaidosa, simpática, generosa, amável e correta que ela foi. Mas que também saiba o quanto ela era capaz de entrar numa briga pra defender a família, do quanto ela sofria ao ver uma de suas filhas sofrendo e do quanto ela desejava que todos nós fossemos muito felizes. E é assim que vou viver daqui em diante. Esforçando-me ao máximo para realizar o sonho dela.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
A morte em nossa vida
A morte em nossa vida
Todo mundo sabe que a única coisa verdadeiramente certa na vida é que vamos morrer. Então por que temos imensa dificuldade em lidar com esse tema tão humano? A morte em nossa vida
por Eugenio Mussak
Ele começa com uma cena do conto de F. Scott Fittgerald, que virou o filme O Curioso Caso de Beijamim Button, onde a Daisy, protagonista do filme, estava em seu leito de morte e sua filha perguntou se ela estava com medo.
E a surpreendente resposta foi:.
– Não, estou curiosa – respondeu Daisy Fuller, que então sorriu e, como que para fazer as pazes com a vida, começou a contar à filha um segredo do passado: sua relação com um tal Benjamin Button, homem que nasceu velho e foi rejuvenescendo até morrer como um bebê. O relato era um desabafo e Caroline termina por descobrir que o fantástico homem era seu próprio pai.
Quando escreveu o bizarro conto, Fitzgerald estava subvertendo a maior das angústias humanas: a percepção do envelhecimento e a certeza de seu epílogo, a morte.
E Beijamin contraria o tempo, nascendo velho e morrendo jovem, mas mesmo assim vive o tempo de uma vida, e não consegue vencer a morte.
A anciã Daisy conhece essa verdade e lida com ela com a sabedoria de quem viveu intensamente. Por isso não teme, apenas está curiosa.
Este é um tema campeão na literatura universal, empatando, talvez, com o amor. E ambos estão, comumente, ligados, como em um Romeu e Julieta em distintas versões. É possível que amemos tanto a vida porque temamos tanto a morte. Mas devemos então evitar a vida para ter a ilusão de não morrer, como alguém que não quer um cãozinho porque sabe que vai sofrer quando ele morrer? Não, pois o mistério da morte não é maior que o mistério da vida, uma categoria pertence à outra. Perceba que viver pressupõe morrer, e morrer significa ter vivido. São indissociáveis. Estamos diante de um mistério único que, por escapar à nossa compreensão e ao nosso controle, nos angustia e infelicita.
Certo esteve Epicuro ao dizer que não temia a morte pelo simples fato de que jamais a encontraria, pois enquanto ele estivesse vivo a morte não estaria presente, e quando ela aqui estivesse ele não estaria mais. O argumento do filósofo tem uma lógica perfeita. O problema é que nós não encaramos a morte com a lógica e sim com a emoção.
Como seres pensantes que somos, tentamos racionalizar repetindo aquelas verdades que no fim não consolam, como “Para morrer basta estar vivo” ou “Começamos a morrer quando nascemos”. São frases epicuristas, todas encerram uma verdade, só que, quando o assunto é a morte, preferiríamos a mentira, a ilusão da imortalidade, o engano de que só existe vida.
“Eu não quero ser imortal por minha obra. Quero ser imortal não morrendo”, desabafou Woody Allen, em um de seus momentos geniais. Lamento, Woody, mas não será possível. O que nos resta é viver como se não fossemos morrer, pensando e glorificando o milagre da vida, senão morreremos antes de morrer, como explicou Freud em seu O Mal-estar na Civilização, onde coloca a perspectiva da morte como uma das principais causas da infelicidade humana. Morrer antes de morrer significa não viver apesar de estar vivo.
A lógica de Epicuro, a ciência de Freud e o humor de Woody Allen estão todos certos, errados estamos nós que sofremos pelo que não controlamos porque nos acostumamos a pensar que somos deuses, que a razão nos dá o controle, que a vontade é infinita. De repente descobrimos nossas limitações e nos desesperamos. Eu e você morreremos, sim, e isso está certo. O errado é morrer antes de morrer, é não encarar a vida com humor e gratidão, é perder a oportunidade de deixar este mundo melhor com a própria presença.
Expirando em seu leito, o imperador Augusto, por exemplo, pediu um espelho para ajeitar as madeixas e disse aos que o amparavam: “Se vocês gostaram da encenação, aplaudam, para que eu possa sair de cena feliz”. Certo o romano. Morrer é sair de cena, e só nos resta aceitar que a peça terá um fim e que devemos interpretar nosso papel como virtuoses deste teatro fantástico.
O segredo para não sofrer com a morte não seria acreditar que ela é apenas uma fase da vida eterna? O segredo para mitigar o sofrimento está, sim, em acreditar em algo, pois o que nos mortifica é a dúvida. O homem é feito de razão, emoção e crença, e esta última é construída a partir da matéria que compõe as duas primeiras. Crenças são criadas a partir de valores e desejos, existem para tornar nossa vida melhor e só podem ser questionadas por quem as possui.
Os pensamentos epicurista e budista têm algo em comum. Ambos creditam à vida como a conhecemos todo o mérito. Para o epicurismo esta é a única vida, portanto merece ser vivida plenamente; para o budismo o nirvana final, espiritual, só será alcançado através do nirvana terrestre, psicológico. Ambas as teorias propõem que se dê valor à vida, procurando fazer o bem e transformando- a em algo que valha a pena.
Já que não podemos fingir que a morte não existe, só nos resta criar a crença mais confortável. A morte é um mistério, mas a vida também é. Só que temos a ilusão de entender a vida porque ela pode ser percebida pelos órgãos dos sentidos. Medimos, pesamos, tocamos a vida. A morte não, ela é metafísica, está além de qualquer interpretação lógica. Sabemos o que é o fim da vida, mas não sabemos o que é a morte.
Como não sabemos, só nos resta acreditar. E crença é imaginação, não certeza, mas seu poder é irrefutável, pois é capaz de usar os pensamentos para acalmar os sentimentos. No fim é isto que importa, pensar e sentir para poder viver. Há apenas dois modos de abordar a morte enquanto existe vida: ignorá-la ou pensá-la. A primeira de nada adianta, enquanto a segunda ao menos traz mais cartas para o jogo da vida, criando novas perspectivas.
A morte também está presente nos fatos do cotidiano, nas separações, nos fins de ciclo. Não deveríamos estar mais acostumados a ela? No fundo, o que assusta na morte são três fatores: o desconhecido, que é sempre amedrontador; a resistência a abandonar a vida, o que é próprio dos instintos; e, digamos, a passagem, que pode estar carregada de sofrimento. Como diz um amigo meu, com seu humor peculiar: “Acredito que a vida e a morte sejam, ambas, boas. O problema é a transição”.
Estamos, sim, acostumados com a ideia da morte. Nós provavelmente nunca nos acostumaremos é com a presença da morte em nossas vidas. Aceitamos a morte, pois somos racionais, mas reagimos fortemente a ela em duas circunstâncias: quando é prematura ou quando é próxima.
Não gostamos de saber que gente jovem morre, não parece natural. Há um quê de injustiça nos soldados que não voltam da guerra, nos rapazes e moças que se misturam às ferragens de seus carros nas noites de fim de semana, nas crianças com leucemia nos hospitais ou com fome nos países miseráveis. Ninguém deveria morrer sem ter tido a chance de viver bastante, pensamos.
Como também não gostamos da morte por perto, ceifando alguns dos nossos, levando nossos avós, convocando nossos pais. É quando a morte é má de verdade, porque nos priva de nossos entes queridos e porque se faz lembrar, se mostra com força e faz questão de deixar claro que vai voltar, é apenas uma questão de tempo.
Pelo menos a maioria de nós tem motivos para se alegrar por ter vivido. Seja qual for o mistério, a aventura de viver é muito boa, apesar dos percalços, claro. Não é possível não conhecer o sofrimento, pertence à nossa condição de viventes. E entre eles, às vezes camuflada pelo cotidiano, está a morte, espreitando.
A fé, a psicologia, a filosofia, a literatura, o misticismo, todos são pródigos em abordar o tema da morte, mas nunca um desses construtores do pensamento humano teve coragem para negar dois fatos: que todos teremos de lidar com a morte, nossa e de outros – e que nós sofreremos inevitavelmente com isso.
Provavelmente não seria inteligente não morrer, a vida eterna seria muito cansativa. Mas, com certeza, não é inteligente morrer antes de morrer. Por isso, um texto sobre a morte é inócuo, a não ser que seja uma conclamação à vida. Viver de verdade é a única garantia de que, quando chegar a hora, tenhamos mais curiosidade que medo, como aconteceu com Daisy Fuller.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Amigos são pra essas coisas...
estou muito sentida pelo que aconteceu com a mãe da Gi e resolvi escrever no blog.
A Tia Rose era muito querida por todas nós, e estará sempre na nossa memória e no nosso coração.
Os amigos não são só para as horas boas, os happy hours, são também para as horas ruins, como todos sabem...
Gi, estaremos sempre do seu lado pra o que der e vier.
Beijos
Cris
quarta-feira, 24 de março de 2010
quinta-feira, 18 de março de 2010
A mulher do viajante no tempo
Às vezes ela tem 12 e ele 36, ou ele tem 8 e ela 24. Parece confuso, mas é bem amarrado na história.


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Livros e filmes
desculpa te decepcionar.
Desde que virei mãe, minha idas ao cinema rarearam.
Não culpo minha filha, se eu realmente quisesse ir ao cinema toda semana, daria um jeito.
Acho que mesmo antes de ser mãe, eu já não era mais a cinéfila de antigamente. Já se vão muitos anos em que não compro a credencial da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e sinto saudades dessa época.
Meu nome é Trabalho e meu sobrenome é Muito.
Tenho muitas atividades simultâneas e eu mesma às vezes me admiro com o excesso de coisas que faço.
Mas não me arrependo de nada.
As poucas horas que me restam à noite dedico a minha filha, e mesmo cansadas (nós duas) são horas essenciais do nosso dia. Quando não acabo adormecendo com ela na cama, leio. Já não leio mais como lia aos 15 anos, mas a leitura à noite tem sido a minha mais constante atualização cultural e confesso: tá difícil de achar algum livro bem escrito.
Não sou saudosista e sou completamente a favor das tecnologias, mas não podemos negar que a tecnologia funciona para o bem e para o mal. O advento das câmeras digitais fez com que muita gente ficasse achando que é fotógrafo. As facilidades de ter um espaço público pra escrever como os blogs fez com que muita gente resolvesse virar escritor ou jornalista. E não raro dar destaque pra pessoas que escrevem gato com J e saudade com C, como já diria o poeta.
Encontrar um bom livro atual, contemporâneo, um livro assim, bem escrito, tem sido um trabalho de garimpeiro.
Uma boa surpresa foi o "Para sempre teu, Caio F.", um livro meio (auto)biográfico escrito pela Paula Dip, jornalista que nos anos 80 ficou conhecida por apresentar o programa Paulista 900 na TV Gazeta.
Li muito Caio F. na minha adolescência e vivi uma história simpática ao conhecer o Caio e que tem a ver com cinema. Tenho uma amiga do Pio XII, Luciana Veit, que era da turma da minha irmã Graziella e tínhamos uma identificação cultural muito forte na época. Foi ela que me apresentou Caio F., me emprestando "Morangos Mofados", seu primeiro livro de destaque. Passei a ler tudo o que Caio publicou desde então. Assistia a palestras que ele dava sobre literatura, não perdia seus inserts no programa TV Mix 4 também na TV Gazeta.
Num domingo qualquer no começo dos anos 90, fui ao cinema com minha irmã, minha amiga Lu Veit e outra amiga em comum, assistimos Cinema Paradiso. Nascia um novo clássico do Cinema Mundial, e saímos andando pela Paulista comentando sobre o filme, "romanceadas". Num certo ponto minha amiga excitada diz: - Acabamos de cruzar com o Caio F.
Quando olho pra trás, vejo de costas aquele que era um dos meus grandes ídolos da época. Não resisto e chamo:
- Caio!
Ele se vira e vem até nós. Explico que somos fãs. Ele, muito simpático, confessa estar extasiado porque tinha acabado de sair do cinema e tinha assistido a um filme lindo: "Campo dos Sonhos".
CAIO - Vocês já assistiram?
NÓS - Não, mas acabamos de assistir a um filme também maravilhoso, Cinema Paradiso, você já assistiu?
CAIO - Não
Brevemente nos despedimos com a promessa de que nós iríamos assistir Campo dos Sonhos e que ele iria assisitir Cinema Paradiso.
Algum tempo depois, Caio lançaria na Bienal do Livro o romance "Onde Andará Dulce Veiga?"
Ler o livro da Paula Dip foi reviver aqueles anos, foi matar saudade de mim mesma.
Caio passou para o "lado de lá" em fevereiro de 1996. Apesar de ter sido em vida um escritor maldito, tenho certeza de que foi pro céu, não pro inferno. Certamente um dia vamos nos encontrar num lugar menos quente.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Na Natureza Selvagem
Ontem assisti um filme maravilhoso, é muito provável que já tenham assistido, principalmente a nossa amiga Giovanna, mas senti a obrigação de compartilhar com vocês.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
ORAÇÃO
Tenho fé e muita sorte
Sou feliz e inteligente
Vivo positivamente
Tenho Paz e sou um sucesso
Tenho tudo que eu peço
Acredito firmemente no poder da minha mente
Porque sei que tenho Deus
No meu subconsciente
Nunca mais serei carente de coisa alguma
Prosperidade, amor e bênçãos chovem sobre mim
Todas as minhas necessidades serão agora atendidas
(faça um pedido)
Anjo da guarda
Minha doce companhia
Me protege de tarde
De noite e de dia.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Bonete - Presente do mar
A primeira cachoeira é a da Laje, simplesmente tão linda quanto gelada. Algumas piscinas naturais para um mergulho e também caídas para uma revigorante hidromassagem depois de umas 2 horas de caminhada.
A força da água é impressionante, acho que é o contato mais íntimo e puro que se pode ter da natureza, te limpa por dentro e por fora. Um banho de cachoeira por mês deve ser um excelente remédio para o estresse, circulação, reposição de energia, e olho gordo. É o famoso banho "tira nhaca".
Depois mais 1 hora e pouco de lama, subidas, descidas, cipós e novos escorregões mais uma cachoeira, a do Areado.
Para chegar no Bonete é preciso passar pelas duas, mas na do Aereado é necessário entrar na água para atravessar, já a da Laje da para passar pelas pedras.
Não aconteceu conosco, mas se chover e você tiver no percurso entre as cachoeiras fica preso por lá. E foi justamente nesta hora bateu uma baita fome e depois de conferir as mochilas 3 vezes percebemos que esquecemos os sanduiches em casa. Tivemos que dividir uma banana, e para não perder o ritmo, comemos andando mesmo.
Depois de mais 1 hora andando dentro da Mata Atlântica abre-se uma clareira e de repente avistamos a praia de lá do alto. A vista é simplesmente maravilhosa, nenhuma foto pode representar a beleza da Enseada das Anchovas, e depois de toda a caminhada a gente entende que esse é o verdadeiro prêmio.
Mas para chegar na praia ainda faltava uma descida bem íngreme e só depois de passar por mais mais uma cachoeira é que finalmente se pode receber as boas vindas do Bonete.
Em exatas 4 horas e 18 minutos chegamos na pousada onde nos hospedamos naquela noite. Antes de tudo tomamos um banho para depois poder relaxar sob os incontáveis chapéus de sol que sombreiam a praia, fazendo uma divisão natural com as poucas construções e com a vila de pescadores, margeadas pelo rio onde canoas coloridas se misturam ao cenário e são a fonte de sustento das poucas famílias que moram lá.
Os filhos de pescadores e alguns surfistas passam o dia todo no mar, que é uma das melhores praias de surf da Ilhabela.
Comecei a sentir pena de ir embora, combinamos com o canoeiro a nossa volta pelo mar ao meio dia, então mergulhamos no mar mais uma vez e nos despedimos do Bonete.















